CFF disponibiliza modelos de formulários para documentação de prescrição farmacêutica

CFF disponibiliza modelos de formulários para documentação de prescrição farmacêutica

Publicado pe CFF em 12 de Fevereiro de 2015

O CFF disponibilizou modelos de formulários para padronizar e regulamentar a prática relacionada às atribuições clínicas do farmacêutico e da prescrição farmacêutica. A medida foi feita com base nas publicações da Resoluções nº 585 e 586/2013, do Conselho Federal de Farmácia (CFF).

O Conselho Federal de Farmácia adotou diversas estratégias para subsidiar o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades para o exercício de um novo modelo de prática profissional. Uma dessas estratégias é o Programa de Suporte ao Cuidado Farmacêutico na Atenção à Saúde (Profar). A atualização da prática profissional foi feita com base na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO/2013), do Ministério do Trabalho e Emprego; e a sanção, em 2014, da Lei 13.021.

Sobre o PROFAR

O Programa de Suporte ao Cuidado Farmacêutico na Atenção à Saúde (Profar) tem o objetivo de contribuir para a disseminação de conhecimentos e o desenvolvimento de habilidades para a provisão de serviços pelo farmacêutico, como por exemplo:

  • Acompanhamento farmacoterapêutico;
  • Conciliação de medicamentos;
  • Revisão da farmacoterapia;
  • Educação em saúde;
  • Rastreamento em saúde;
  • Manejo de problemas de saúde auto limitados.

Entre as primeiras ações do Profar está a disponibilização de modelos da documentação necessária ao processo de cuidado do paciente.

“Durante a prestação de serviços é fundamental que o farmacêutico desenvolva habilidades para registrar as informações coletadas e, a partir delas, ter condições de acompanhar a evolução terapêutica do paciente e os resultados das intervenções propostas.

Os modelos apresentados pelo CFF têm como objetivo padronizar ações entre os farmacêuticos com atuação clínica, por isso, o Conselho preparou alguns modelos de prontuário do paciente, de redação da prescrição e de encaminhamento a outros profissionais da saúde”, informa Walter Jorge João, Presidente do CFF. (Modelos abaixo).

Prontuário

A documentação referente ao processo de cuidado deve ser feita em prontuário próprio para cada paciente, organizado de forma a manter o registro dos atendimentos e, portanto, a história farmacoterapêutica e clínica do paciente.

Uma das formas mais comuns de registro, adotada por diferentes profissionais da saúde, é o modelo SOAP (do inglês, Subjective, Objetictive, Assessment Plan), que organiza as informações em dados subjetivos (S), objetivos (O), avaliação (A) e plano (P). O CFF apresenta um modelo que permite a organização das informações dos pacientes e o registro de evolução.

 

 

Modelo de Prontuário de paciente

Modelos de Prontuários disponíveis:

 

 

Receita e prescrição farmacêutica

Durante a prestação de serviços farmacêuticos, o profissional utiliza um raciocínio que gera a seleção da(s) melhor(es) conduta(s) que deve ser documentada por meio da receita e entregue ao paciente. A receita e prescrição farmacêutica deve ser redigida segundo as seguintes orientações:

  • Texto em português
  • Texto escrito por extenso
  • Escrita legível, observados a nomenclatura e o sistema de pesos e medidas oficiais, sem emendas.
  • Não pode haver rasuras, incluindo os componentes previstos no artigo 9º, da Resolução 586, de 29 de agosto de 2013.

Modelo de Receita para Prescrição Farmacêutica

Encaminhamento a outro Profissional da Saúde

Quando o farmacêutico decide como conduta encaminhar o paciente a outro profissional da saúde, ele precisa garantir que, tanto o usuário, quanto o profissional compreendam o motivo da recomendação feita pelo farmacêutico.

Este procedimento tem como objetivo a compreensão do outro profissional a respeito do raciocínio clínico utilizado pelo farmacêutico, assim como, da conduta selecionada. O documento formaliza a comunicação com outros profissionais.

Modelo de Encaminhamento

Modelos de Encaminhamento disponíveis:

Referências

  • Fonte das informações: CFF
    Autor: Comunicação
  • Resoluções nº 585 e 586/2013
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Formada em 2000 em Farmácia industrial pela Faculdades de Ciências Farmacêuticas Oswaldo Cruz, começou a atuar na área farmacêutica em 1998 com projetos científicos e em farmácia de manipulação. Em 2001 iniciou sua carreia em indústria farmacêutica, atuando nas áreas de Controle de Qualidade, Garantia e Gestão de Sistemas da Qualidade, Qualificação e Validação. Com experiência de mais 17 anos no setor, trabalhando em indústrias farmacêuticas nacionais e multinacionais, hoje realiza consultorias e treinamentos para indústrias de medicamentos, indústrias de cosméticos e saneantes, distribuidoras e montadoras de equipamentos da área farmacêutica. Empresária, consultora, blogueira, fundadora do Portal Farmacêuticas e da consultoria que leva o mesmo nome, esposa e mãe de duas filhas, tem como nova missão a criação de um portal, Farmacêuticas, voltado exclusivamente para o mundo farmacêutico, com dicas de projetos, eventos, cursos e notícias.

4 COMENTÁRIOS

  1. Procedimentos para prescrição farmacêutica de MIPs | Blog Farmacêutico Responsável Técnico

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  2. Bom dia, eu estou finalizando a minha especialização em farmácia clínica no hospital Albert Einstein e estou fazendo o curso do CRF de Introdução à Prescrição Farmacêutica e podemos utilizar instrumentos como medscape, epócrates e vademecum, você conhece mais algum guidelline ou ferramenta disponível?
    Grata pela atenção,

    • Prezada Mônica,

      Como não sou especialista no assunto, recorri à ajuda de uma grande profissional. Segue abaixo a resposta:
      “Segundo o professor Francisco Alves farmacêutico clínico Neonatal, o melhor livro a ser usado é o Trissel. Mas ele é em inglês. Segundo ele, não há outro melhor como guia. E se basear nos parâmetros nacionais de hospitais de referência. Isto aprendi em uma aula que assisti dele.” Juliana David

      Espero ter ajudado de alguma forma.

      Abs

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