A importância de controladores de temperatura na indústria e logística farmacêutica

A importância de controladores de temperatura na indústria e logística farmacêutica

Recentemente, escrevemos uma matéria sobre o uso de data logger na cadeia de frio, sendo este um instrumento de grande importância no monitoramento de temperatura para medicamentos, vacinas e produtos de saúde termolábeis. Mas para estes tipos de produtos há outros instrumentos de grande importância que devem ser utilizados na cadeia de frio, são os controladores de temperatura.

E como havíamos anteriormente explicado, existem produtos que necessitam de monitoramento e controle constante, pois podem se desestabilizar com oscilações de temperatura por um determinado período comprometendo a qualidade, segurança e eficácia do produto.

É por isso que é de extrema importância o uso de controladores de temperatura seguros, de qualidade e passíveis de calibração, tanto nas câmaras frias onde os produtos são armazenados quanto no baú dos caminhões que farão o transporte do medicamentos e demais produtos que necessitam de controle de temperatura (cold chain).

 

Como funcionam os controladores de temperatura?

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Como o próprio nome sugere, um controlador de temperatura é um instrumento de medição  utilizado para controlar a temperatura de uma determinada área ou carga a ser transportada.

O controlador de temperatura possui uma entrada de um sensor de temperatura e tem uma saída conectada a um dispositivo, tal como um aquecedor ou um ventilador.

Para controlar com exatidão a temperatura de um determinado processo sem grande interferência de um operador, um sistema de controle de temperatura baseia-se em um controlador conectado a um sensor, tal como um termopar ou um RTD (do inglês Resistance Temperature Detector – termorresistência).

Através do instrumento deve ser comparada a temperatura real do ambiente com a temperatura de controle desejada, ou com o ponto de ajuste, além de fornecer uma saída para o elemento de controle. O controlador consiste em apenas uma parte do sistema, mas o sistema inteiro deve ser analisado ao selecionar o controlador adequado.

Importante:

Todo instrumento de medição deve ser calibrado, ou estar com o prazo de validade da calibração em dia,  antes de sua utilização.

A Figura 1 abaixo mostra um diagrama genérico de um sistema de controle em cascata e a Figura 2 mostra um exemplo típico de uma aplicação em trocador de calor. Esquemas de controle em cascata podem proporcionar um controle mais rígido de um processo quando há duas variáveis relacionadas, uma das quais com uma resposta muito mais lenta do que a outra (normalmente, quatro vezes mais ou acima disso).

A variável cuja resposta é mais lenta é usada como entrada para o controlador primário ou mestre, enquanto que a variável de resposta mais rápida é usada como entrada para o controlador secundário ou escravo. A saída do controlador primário é graduada para ser usada como ponto de ajuste para o controlador secundário.

No trocador de calor (mostrado na Figura 2), o objetivo principal da aplicação é controlar a temperatura do efluente. Portanto, a temperatura desejada para o efluente passa a ser o ponto de ajuste do controlador primário, que é um controlador de temperatura (TC). A entrada de processo do controlador é a temperatura do efluente (TT). A saída do controlador de temperatura é o ponto de ajuste do fluxo para o controlador secundário, que é um controlador de vazão (FC).

A entrada de processo do controlador (de vazão) secundário é a taxa de vazão do vapor usado para aquecer o fluxo do processo através dos trocadores de calor (FT).

A saída do controlador (vazão) temporário é um sinal de controle para a válvula proporcional que controla o fluxo de vapor. Ao isolar o loop de controle de temperatura do efluente, que muda lentamente, do loop de controle do fluxo, que muda rapidamente, obtém-se um esquema de controle mais previsível, robusto e rígido.

 

De que maneira são utilizados?

Os controladores de temperatura devem ser instalados nas câmaras frias, baús de caminhões ou carros, que realizam o armazenamento ou transporte de medicamentos ou produtos biológicos que necessitam manter-se refrigerados constantemente.

Estes instrumentos  são ainda peças fundamentais para o estudo de validação de transporte.

 

 

 

Solução tecnológica para controladores de temperatura

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No mercado há diversas opções de controladores de temperatura, no entanto, poucos dispõem de todos os recursos tecnológicos para garantir com segurança o armazenamento e transporte da cadeia fria.

E diante de uma busca por um controlador de temperatura ideal, encontrei o produto da Omega que preza pela qualidade e precisão do controle  de temperatura.

 

 

Vantagens dos Controladores de Temperatura da Omega

  • Alto desempenho, extremamente versátil
  • Intuitivo e fácil de usar
  • Entradas e saídas de alta exatidão
  • PID totalmente auto ajustável com controle adaptativo de lógica Fuzzy
  • Até 99 programas com 16 rampas e patamares, incluindo eventos de rampas/patamares
  • Entradas universais para termopares, RTDs, termistores e tensão/corrente de processo
  • Até 20 amostras por segundo com conversor A/D de 24-bits
  • Comunicações do tipo USB padrão; Ethernet e RS232/ RS485 com MODBUS® Serial Opcionais
  • Ponto de ajuste remoto analógico para controle em cascata

Além disso, os controladores de temperatura da Omega possuem recursos adicionais, geralmente encontrados somente nos controladores mais caros, fazem deste produto o mais potente de sua classe.  Alguns desses recursos adicionais padrão são:

  • Ponto de ajuste remoto para configurações de controle em cascata;
  • Funcionalidade de alarme alto-alto/baixo-baixo;
  • Latch reset externo;
  • Iniciação externa de programa de rampas e patamares;
  • Modo de controle de combinação quente/frio;
  • Possibilidade de salvar e transferir a configuração e proteção de configuração por senha.

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A família de controladores PID microprocessados da série PLATINUM™ também oferece uma flexibilidade inigualável na medição de processos. Mesmo sendo extremamente potente e versátil, houve uma preocupação muito grande em desenvolver um produto que fosse muito fácil de configurar e usar.

O reconhecimento automático de configuração do hardware elimina a necessidade de jumpers e permite que o firmware simplifique a si mesmo automaticamente, eliminando todas as opções de menu que não se aplicam a uma configuração específica.

 

Tamanhos e Modelos

Oferecidos nos tamanhos 1 ⁄32, 1 ⁄16, e 1 ⁄8 DIN, os modelos 1 ⁄16 e 1 ⁄8 DIN podem ser configurados com telas duplas. Cada unidade permite que o usuário selecione um tipo de entrada a partir de nove tipos de termopares (J, K, T, E, R, S, B, C e N), RTDs de platina.

Os controladores da Omega  possuem 5 ANOS de GARANTIA.

O ponto de ajuste remoto dos controladores da série PLATINUM™ pode ser usado em várias aplicações nas quais os ajustes podem ser enviados para os controladores a partir de dispositivos remotos, tais como potenciômetros manuais, transmissores, computadores, etc. Este recurso também pode ser usado para configurar um sistema de “controle em cascata”, no qual a entrada do ponto de ajuste remoto é gerada por outro controlador.

 

Contato com o fabricante

Atendimento e Vendas: 0800-773-2874
e-mail:vendas@br.omega.com
http://br.omega.com/

Referências

  • Omega
  • RDC nº 39/2013 – Certificação de Boas Práticas de Fabricação e da Certificação de Boas Práticas de Distribuição e/ou Armazenagem
  • RDC nº 17/2010 – Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos
  • MANUAL DE REDE DE FRIO DO PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES – MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Vigilância em Saúde Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis – 2013
  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária – GUIA PARA A QUALIFICAÇÃO DE TRANSPORTE DOS PRODUTOS BIOLÓGICOS- 09/10/2015
Formada em 2000 em Farmácia industrial pela Faculdades de Ciências Farmacêuticas Oswaldo Cruz, começou a atuar na área farmacêutica em 1998 com projetos científicos e em farmácia de manipulação. Em 2001 iniciou sua carreia em indústria farmacêutica, atuando nas áreas de Controle de Qualidade, Garantia e Gestão de Sistemas da Qualidade, Qualificação e Validação. Com experiência de mais 17 anos no setor, trabalhando em indústrias farmacêuticas nacionais e multinacionais, hoje realiza consultorias e treinamentos para indústrias de medicamentos, indústrias de cosméticos e saneantes, distribuidoras e montadoras de equipamentos da área farmacêutica. Empresária, consultora, blogueira, fundadora do Portal Farmacêuticas e da consultoria que leva o mesmo nome, esposa e mãe de duas filhas, tem como nova missão a criação de um portal, Farmacêuticas, voltado exclusivamente para o mundo farmacêutico, com dicas de projetos, eventos, cursos e notícias.

6 COMENTÁRIOS

  1. Boa tarde. Parabéns pelas informações aqui apresentadas.
    Gostaria de saber se existe uma relação entre a quantidade de termômetro e a área total nos casos de armazenamento em temperatura ambiente, de produtos como cosméticos, alimentos,medicamentos e etc… . E caso exista come seria estarelação?
    att
    José

  2. Fernanda, boa tarde

    Gostaria de saber se você presta serviço de consultoria para validação e qualificação térmica de veículos refrigerados

  3. Bom dia Fernanda! tudo bem?
    Ótimas informações apresentadas!
    Saberia me informar se a umidade no armazenamento de medicamentos pode alterar a formula ou até mesmo a eficácia do remédio?

    • Oi, Orlando!

      O medicamento exposto à umidade acima da especificação, dependendo do ativo e formulação pode sofrer degradação. Isso se agrava ainda mais nos medicamentos higroscópicos.
      A fórmula em si não chega a alterar, pode interferir no teor, em termos de diminuição, além de poder contribuir para o surgimento de compostos de degradação. Mas depende muito do medicamento/ativo, embalagem, exposição à umidade e do estudo de estabilidade. Não dá para generalizar. Cada caso é um caso.

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