O uso de data logger na cadeia de frio

O uso de data logger na cadeia de frio

A necessidade do controle de temperatura para medicamentos de cadeia fria é amplamente conhecido entre os fabricantes, e a importância do uso de data logger para o monitoramento muito difundida. A questão é que muitas distribuidoras, operadores logísticos e transportadoras, muitas vezes não fazem o correto controle da cadeia de frio, acarretando sérios desvios de qualidade aos produtos quando este chegam ao destino final (farmácias, drogarias, postos de saúde e hospitais).

O que é cadeia de frio?

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O termo cadeia de frio, também conhecido como cold chain é comumente utilizado entre os profissionais que atuam nas indústrias farmacêuticas e na área de logística farmacêutica, porém vale dar maiores explicações a respeito do termo aos demais profissionais:

A cadeia de frio é o termo utilizado para as atividades, controles, sistemas e estruturas relacionadas às instalações físicas de armazenamento e transporte, necessárias para preservação da qualidade e segurança de um produto que requeira temperatura controlada de armazenamento. Tais controles são necessários desde a saída do produto do fabricante até o seu o usuário final (paciente).

Uma grande preocupação das indústrias farmacêuticas e das autoridades regulatórias é garantir que os medicamentos sejam entregues aos pacientes sem prejuízo de suas propriedades terapêuticas, ou seja, com qualidade (dentro das especificações). Um número cada vez maior de produtos terapêuticos desenvolvidos pelas indústrias de medicamentos, produtos biológicos (vacinas, biotecnológicos, entre outros) requer formas de transporte com temperatura controlada.

Produtos biológico e medicamentos são perecíveis, podem ser termolábeis e a grande maioria deve ser armazenada e transportada em temperatura ambiente, porém existem alguns que necessitam de refrigeração. Para tanto,  requerem a manutenção da temperatura em condições controladas e dentro de uma faixa estabelecida realizada através de monitoramento com instrumentos específicos.

As principais faixas de controle de temperatura para cadeia fria são:

  • Resfriado ou  Refrigeração (Câmara fria): qualquer temperatura entre 8°C e 15°C.
  • Frio: qualquer temperatura que não exceda a 8°C: Faixa de 2°C e 8°C: A conservação destes medicamentos deve ser efetuada em geladeiras ou câmaras de refrigeração.
  • Congelador: lugar frio no qual a temperatura é mantida termostaticamente entre – 20°C e – 10°C.

Na sua forma mais complexa, a cadeia de transporte envolve diferentes locais de estocagem e trânsito, incluindo aeroportos, portos, armazéns, além de diferentes métodos de transporte. Todas essas variáveis têm uma grande influência na cadeia de transporte.

Para minimizar as variações de temperatura durante o transporte, cuidados especiais devem ser tomados. A principal ferramenta utilizada para este propósito consiste em qualificar os sistemas de transporte da cadeia de frio. O objetivo maior da qualificação é demonstrar a robustez dos sistemas de transporte utilizados, levando a uma redução no número de excursões de temperatura, que podem ocorrer ao longo do transporte.

 

Desvios relacionados à falta de controle da cadeia fria

Infelizmente, como todos os brasileiros sabem as condições e conservação das rodovias brasileiras é precária. Além de buracos e desnivelamentos de todos os tipos, contamos ainda com outros três problemas críticos para os produtos de cadeia fria:

  1. Grande extensão territorial – longos percursos até o destino final do medicamento;
  2. Exposição da carga (baú do caminhão) à altas temperaturas durante o percurso, principalmente para as regiões norte e nordeste do país;
  3. Congelamento dos produtos devido ao armazenamento incorreto – excesso de gelo, por exemplo.

 Além disso, é frequentemente ocorrerem atrasos durante o transporte, colocando a qualidade do produto em risco quando os tempos de transporte e o controle de temperatura não podem ser mantidos.

Nestes casos, o produto pode sofrer uma excursão de temperatura. E o efeito térmico adverso afeta a estabilidade do medicamento e também à estrutura proteica em caso de produtos biológicos. Algumas vacinas, por exemplo, não são resistentes ao congelamento, enquanto outras classes de vacina se mantém estáveis.

Geralmente, produtos liofilizados não são afetados adversamente pelo congelamento.

O efeito de temperaturas elevadas na estabilidade física e química dos medicamentos é bem conhecido.  No entanto, temperaturas elevadas podem também causar um efeito adverso em algumas formulações, como por exemplo, a separação de emulsões e sedimentação de princípios ativos em suspensões.

No caso de vacinas, a sensibilidade está diretamente relacionada à temperatura de conservação preestabelecida pelo laboratório produtor para manutenção da estabilidade química, física e das propriedades biológicas, dentro do prazo de validade.

Há diversos estudos realizados através de ensaios de estabilidade que comprovam que medicamentos e produtos biológicos podem sofrer degradação quando  expostos a temperaturas a temperatura de 40ºC por certo período de tempo.

Como deve ser feito o monitoramento de temperatura da cadeia de frio

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Armazenamento

Armazenamento em local apropriado e climatizado de acordo com a especificação de controle de temperatura do medicamento ou produto biológico: galpão com monitoramento de temperatura (data logger) e dispositivos de controle de temperatura no telhado – Roof spray cooler, por exemplo – em caso de temperatura acima do limite para produtos de armazenamento em temperatura ambiente  (15 a 30ºC );

Também deve existir na área de armazenamento câmara-fria com monitoramento de temperatura devidamente calibrado – data logger.

Transporte

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  1. Bau isotérmico
  2. Sistema de refrigeração com monitoramento na caçamba do caminhão.
  3. Gelo
  4. Embalagens multi-extratos  (pre-qualified shippers) – atualmente é um processo de ótima aceitação capaz de manter a temperatura. (Difuso na Europa).pre-qualified shippers-data-logger
  5. Indicador de temperatura descartável;
  6. Etiqueta RFID: Monitorização por rádio frequência com gravação de dados que pode ser associados com os indicadores de um cartão como os de crédito contendo um chip. (Este dispositivo atualmente é bastante usado na Europa).
  7. Data logger

 

O que há de mais moderno no mercado em termos de data logger

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O Data Logger OM-21 é utilizado para registro de dados em aplicações da cadeia de frio para controlar o transporte de produtos farmacêuticos, produtos biológicos, alimentos e outros produtos sensíveis à temperatura.

O registrador de dados é completamente programável pelo usuário, incluindo seleção de idioma, intervalo de amostragem, iniciar atraso, atraso do alarme, unidades de temperatura, faixa de alarme, tipo de alarme, senha e nome de usuário.
Design compacto, leve, impermeável e plana que permite que se encaixem dentro de qualquer embalagem, inclusive multi-extratos.

 

 

Vantagens do Data Logger OM-21

O Data Logger OM-21  não necessita de calibração, pois é de uso único. Possui certificação do FDA que assegura a precisão das medidas. O que o usuário faz é determinar dia, horário de inicio de registro e o intervalo entre as medições. O registrador  é considerado de uso único, pois uma vez que a memória encheu, o cliente tem que descartar o equipamento.

Além disso, o equipamento permite a segurança nos dados, isso porque diferente dos demais data loggers disponíveis no mercado que geram um arquivo xls editável pelo Excel, o Data Logger OM-21, após a conclusão do registro de dados gera, um relatório em arquivo do tipo PDF automaticamente contendo um resumo dos dados, gráfico e tabula os resultados. Tal relatório

não permite a manipulação de dados.

O registrador de dados aparece como um dispositivo de armazenamento em massa quando conectado ao PC. Manual do usuário, utilitário de configuração e relatório em PDF são armazenados no registrador de dados.

Nenhum software especial ou driver é necessário para set-up ou download de dados.

 

Resumo das vantagens:

  • Interface USB 2.0 Plug-and-Play
  • Não requer driver ou software especial para programação e download
  • Gera relatórios em PDF automaticamente quando conecta-se ao PC
  • Relatório PDF contém sumário, gráficos e lista detalhada de dados
  • Contém termistor de alta exatidão
  • Certificado pela FDA para utilização em perecíveis – EN12830
  • Dados não manipuláveis

 

Especificações

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Validação de transporte e o uso de data logger

Para minimizar as variações de temperatura durante o transporte, cuidados especiais devem ser tomados. A principal ferramenta utilizada para este propósito consiste em qualificar os sistemas de transporte da cadeia de frio.

O objetivo maior da qualificação é demonstrar a robustez dos sistemas de transporte utilizados, levando a uma redução no número de excursões de temperatura, que podem ocorrer ao longo do transporte.

A qualificação e validação das embalagens térmicas podem ser feitas de duas formas:

1.A empresa pode simular em  estufas as condições de temperatura de acordo com o trajeto e o tempo em que os produtos serão submetidos. – Stress

2.Preparar 3 amostras iguais de cada tamanho de embalagem e enviá-las ao destino mais longo e mais quente, monitorando as temperaturas no decorrer do trajeto através de instrumentos (calibrados) de registro e armazenamentos das temperaturas.

Em ambos os casos, o uso de termopares e de data logger calibrado ou certificado, como é o caso do Data Logger OM-21, como instrumento de monitoramento é obrigatório.

 

Referências

  • Omega
  • RDC nº 39/2013 – Certificação de Boas Práticas de Fabricação e da Certificação de Boas Práticas de Distribuição e/ou Armazenagem
  • RDC nº 17/2010 – Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos
  • MANUAL DE REDE DE FRIO DO PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES – MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Vigilância em Saúde Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis – 2013
  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária – GUIA PARA A QUALIFICAÇÃO DE TRANSPORTE DOS PRODUTOS BIOLÓGICOS- 09/10/2015

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