Você sabe como descartar sua cartela de azitromicina comprimido?

Você sabe como descartar sua cartela de azitromicina comprimido?

Vocês sabiam que a Eurofarma agora ensina ao consumidor a como descartar as cartelas (blísters) dos comprimidos de azitromicina sem que estes tragam contaminação ao meio ambiente?

Todo medicamento em  comprimido é composto por 2 embalagens: a primária e a secundária. A embalagem primária é aquela que entra em contato com a forma farmacêutica, portanto pode estar contaminada ao ser descartada no lixo doméstico. Já a embalagem secundária (cartucho) é aquela que envolve a embalagem primária.

Com relação a esta, não há o menor problema em relação ao descarte e preocupação com a contaminação ambiental, pois  é embalagem reciclável de palelão.

A Eurofarma, na parte interna de sua embalagem secudária, traz informações cruciais ao consumidor quanto a neutralizar os resíduos da embalagem primária, antes de descartar no lixo doméstico.

Vamos às orientações?

1) Colocar as eventuais sobras de comprimidos e a cartela vazia num reciepiente de 250 ml.

2) Adionar 2 colheres de sopa de água oxiginada 10 volumes em 200 ml de água.

3) Manter a cartela e os eventuais comprimidos de sobra mergulados por 20 minutos nesta solução.

4) Passado este tempo, retirar a cartela e enxaguar com a água corrente.

Este procedimento garante a descontaminação do alumínio para envio da coleta seletiva doméstica e impede a contaminação do meio ambiente.

A solução, produzida neste processo, pode ser descartada na rede de esgoto comum da residência, pois não oferece mais risco e nem promoverá seleção de bactérias resistentes no meio ambiente.

Sugere-se que o material utilizado para fazer o processo seja descartado.

Viu como e fácil? E você contribuirá  não só para o meio ambiente, mas também ajudará a diminuir a proliferação e seleção de superbactérias, uma preocupação muito grande atualmente.

Reação da água oxigenada com a Azitromicina

azitromicina-agua-oxigenada-2

Agora, como farmacêutica, fiquei curiosa como esta reação com a água oxigenada poderia tornar a azitromicina inativa, a ponto de poder ser descartada no meio ambiente. E fui pesquisar… Desta maneira observe a molécula da azitromicina:

Azithromycin_structure.svg

A molécula de peróxido de hidrogênio ( H2O2) ou mais conhecida como água oxigenada pode inativar a molécula de azitromicina por processo oxidativo avançado com ou sem exposição aos raios ultra-violeta, segundo trabalho demonstrado pelos autores TEIXEIRA e JARDIM  em 2004 no laboratório de química ambiental da Unicamp . Neste caso orientado pela Eurofarma seria sem exposição ao raio ultra-violeta. No entanto, como temos nossa camada de ozônio (O3) e a combinação da exposição ao H2O2, temos um sistema típico de processo oxidativo avançado sem irradiação.

Esses processos consistem em transformar a grande maioria dos contaminantes em dióxido de carbono, água e ânions inorgânicos, através de reação de degradação que envolvem  espécies transitórias oxidantes principalmente os radicais hidroxila. Os radicais hidroxilas podem ser gerados através de oxidantes fortes, como é o caso do peróxido de hidrogênio.

Depois disso, sanei minha curiosidade e sem medo de ser feliz… com comprovada segurança, descarte a solução gerada após a  descontaminação dos blisters de azitromicina na rede de esgoto da sua residência . E as cartelas, agora sim, podem ser elininadas normalmente no seu lixo doméstico.

Agora que você já sabe como descartar a azitromicina sem danos ao meio ambiente… tenha uma atitude sustentável ao nosso planeta. Se cada um  fizer o correto, menos lençois freáticos serão contaminados, menos animais dos quais nos alimentamos também e menos bactérias resistentes aparecerão.

Fico por aqui e até a próxima!!!

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Fonte

  • http://lqa.iqm.unicamp.br/cadernos/caderno3.pdf
  • http://conic-semesp.org.br/anais/files/2015/trabalho-1000019744.pdf
  • Eurofarma
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Farmacêutica graduada em Farmácia Industrial pela UFRJ, em 1998 e Pós-graduada em Docência Superior, pelo “Instituto A Vez do Mestre” - Filiada à Universidade Cândido Mendes, 2008. Pós-graduanda em Farmacologia Clínica e Prescrição Farmacêutica pelo Centro Universitário Celso Lisboa com formação prevista para 2018. Experiência em docência de farmacologia para alunos de curso técnico de enfermagem e atuante como propagandista médica na área de farmácia com manipulação, e como Farmacêutica gerente e responsável técnica na preparação de formulações sólidas em outra empresa do mesmo ramo. Experiência ampla, graças aos 14 anos dedicados a cuidar diretamente do paciente; oferecendo orientação farmacêutica, gestão de estoque, capacitação de balconistas quanto noções técnicas farmacêuticas e de farmacêuticos recém-contratados quanto à deontologia e captação de clientes. Fomentando valores, tais como: marketing e vendas e, em paralelo, o uso racional de medicamentos e conscientização da equipe de vendas como promotores de saúde. Iniciante na área de farmácia comunitária em 2002, tendo sido premiada em 2004 e 2011 como destaque na rede varejista Droga Raia onde atuava. Em 2017 findou-se a jornada em mais uma grande empresa varejista Drogarias Pacheco, onde atuava desde 2013 no mesmo segmento. Busca por aprimoramento contínuo, em uma área tímida, denominada Farmácia Clínica; onde os principais valores, como profissional dessa área, estão nas experiências compartilhadas com colegas, em palestras, experiências in loco com os pacientes e cursos que participo, me fazem cada vez mais desbravadora da profissão. Também, a leitura de novas informações em: farmacologia, sociologia, marketing, deontologia e farmacoeconomia, enriquece o meu saber. Como farmacêutica, estimuladora da arte de pensar e colunista da “farmacêuticas.com”, deixo uma citação, para retratar como nós farmacêuticos devemos nos reinventar, para sobreviver no mercado e, ao mesmo tempo, nunca - jamais e em tempo algum - esquecer da saúde e bem-estar de nossos pacientes. Conceitos arraigados em nosso código de ética. “A verdade é que os setores jamais ficam estacionados. Estão sempre em evolução. As operações tornam-se mais eficientes, os mercados se expandem e os atores chegam e vão embora." (A estratégia do Oceano Azul - como criar mercados novos e tornar a concorrência irrelevante - W.Chan Kim e Renée Maouborgne,- Rio de Janeiro: Elsevier, p.6, 2005).

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