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Farmácia Clínica

O Conselho Federal de Farmácia (CFF), através do Programa de Suporte ao Cuidado Farmacêutico na Atenção à Saúde (ProFar), publicou o seu terceiro Guia de Prática Clínica – Febre. O lançamento ocorreu durante a 470ª Reunião Plenária do Conselho.

A publicação do Guia de Prática Clínica – Febre faz parte de uma série de nove guias, que estão sendo desenvolvidos pelo conselho para respaldar a atuação clínica do farmacêutico.

A coordenadora do ProFar, Josélia Frade, informa que o conteúdo foi elaborado pelos consultores ad hoc, farmacêuticos e médicos, contando com a chancela da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS); e o apoio da Sociedade Brasileira de Dengue-Arboviroses (SBDA); Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos (ISMP); Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) e Foro Farmacéutico de Las Américas (FFA). Juliana Pfeil, da SBMFC; Marcelo Simão (SBDA) e Mário Borges (ISMP) estiveram presentes no lançamento.

Acesso ao guia de prática clínica – Febre

guia-de-pratica-clinica-febre-vol3-cff

Até o momento foram lançados 3 guias:

1°) Guia de prática clínica – Sinais e Sintomas Respiratórios – Espirro/Congestão Nasal

2°) Guia de prática clínica – Sinais e sintomas do aparelho genital feminino- Dismenorreia

3°) Guia de prática clínica – Febre. Clique aqui para download: Guia-de-pratica-clinica-Febre-vol3-CFF

 

Para ter acesso ao terceiro guia de prática clínica – Febre, e aos outros guias anteriormente publicados, clique nos links abaixo:

Além da publicação dos Guias, o CFF ainda divulgou algumas novidades na área da saúde:

 

TELESSAÚDE

TelessaúdeRS

A médica Juliana Pfeil, da SBMFC, também integra a equipe o TelessaúdeRS – UFRGS – um projeto de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que, recentemente retomou o atendimento do 0800 644 6543 para todo o Brasil.

Além dos médicos e enfermeiros, a novidade é que agora nutricionistas, fisioterapeutas, dentistas, FARMACÊUTICOS e psicólogos da Atenção Primária à Saúde/Atenção Básica do Brasil também podem solucionar suas dúvidas clínicas com o TelessaúdeRS – UFRGS.

Juliana explica que a Teleconsultoria pelo 0800 644 6543 é um serviço que oferece consultorias clínicas por telefone, esclarecendo dúvidas sobre diagnóstico e tratamento, baseadas nas melhores evidências científicas.

A médica ainda esclarece: “O objetivo é ajudar a resolver os problemas de saúde dos pacientes de maneira mais rápida com o objetivo de ampliar o cuidado realizado na Atenção Básica. As dúvidas são respondidas em tempo real, sem a necessidade de agendamento prévio”.

O atendimento do programa é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30 (horário de Brasília).

Mais informações: https://bit.ly/2GxsVVk

 

RADIOFARMÁCIA

radiofarmaco-radiofarmacia

Durante a reunião plenária, que aconteceu nos dias 23, 24 e 25 de maio, também foi aprovada a alteração na Resolução n º 486/2008, que dispõe sobre atuação do farmacêutico em radiofarmácias.

A resolução acrescenta, à normativa, os critérios para titulação mínima para atuação do farmacêutico em Radiofarmácia.

De acordo com o texto aprovado, para o exercício de atividades de preparo dos radiofármacos, deverá o farmacêutico atender a PELO MENOS UM dos seguintes critérios:

  • Ser egresso de programa de pós-graduação lato sensu e strictu sensu reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) relacionado à radiofarmácia;
  • Ser egresso de curso livre de formação profissional em radiofarmácia, reconhecido pelo CFF;
  • Ter atuado por 3 (três) anos ou mais na área de radiofarmácia, o que deve ser comprovado por meio da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) ou de contrato e declaração do serviço, com a devida descrição das atividades realizadas e do período de atuação.

 

A íntegra do texto deve ser publicada, em breve, no Diário Oficial da União (DOU).

 

APLICATIVOS

app-saude

A professora e farmacêutica Francilene Amaral, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), com o apoio do analista de sistemas e empresário Castro Neto, apresentou duas ferramentas para produtividade do trabalho do farmacêutico. Os aplicativos SUA RECEITA DIGITAL e LEMBRE DO REMÉDIO.

De acordo com a professora Francilene, o objetivo é auxiliar os farmacêuticos no cumprimento das regras do Farmácia Popular; no gerenciamento do processo de dispensação e no arquivamento seguro das receitas controladas. “E para a população, o aplicativo lembra a hora de uso do medicamento, o que aumenta a adesão e ainda envia dicas promovendo a educação em saúde”, explicou.

Walter Jorge João tamb;em comentou sobre o tema: “Sem dúvida, os aplicativos já fazem parte da nossa realidade e facilitam nosso dia-a-dia. Um grupo técnico e jurídico do CFF vai avaliar os aplicativos e a possibilidade de uma recomendação do CFF para o uso por farmacêuticos e pacientes de todo país”.

Fonte

Departamento de Comunicação do CFF

Resolução n º 486/2008

TelessaúdeRS – UFRGS

A arte de atender o paciente idoso através da organização de medicamentos – Relatos de uma farmacêutica especializada em atendimento ao idoso.

 

Abrindo um parênteses…

Antes de tudo, gostaria de me apresentar, não como colunista da Farmacêuticas, mas como Farmacêutica Personal Care. Assim resolvi me entitular, desde que comecei a árdua estrada de atender pacientes em domicílio.

Em Abril de 2017, engressei ao Grupo Consulte Seu Farmacêutico, farmacêuticos clínicos domiciliares com a vontade de fazer a diferença na sociedade. A proposta é levar serviços farmacêuticos para dentro do ambiente familiar.

No entanto, observa-se que a linguagem mais entendida pelos pacientes é a organização de medicamentos, assim como  a outros profissionais de saúde. Pois, o farmacêutico sempre foi visto de maneira tecnicista, seja na dispensação de medicamentos em hospitais, em drogarias ou na atenção básica. Ou ainda, na elaboração de fórmulas de forma industrial ou artesanal, como na farmácia com manipulação.

No entanto, o cenário farmacêutico começou a mudar sua aplicabilidade  mais expressivamente, quando em 2013 as resoluções 585 e 586 do Conselho Federal de Farmácia (CFF) legitimizaram o consultório farmacêutico e as atribuições clínicas deste profissional.

Sempre sonhei com a farmácia clínica e via este momento se tornar realidade. Desta forma, como sempre atuei na atenção farmacêutica na farmácia comunitária por 14 anos, resolvi que era o momento de buscar novos horizontes. E hoje, me dedico aos pacientes domicliares e a dar palestras e aos cursos de capacitação.

Agora, vamos ao que interessa? Por que a organização de medicamentos?

 

Atendimento ao paciente idoso 

atencao-farmaceutica

Quando chega-se à casa do paciente, encontra-se um idoso polimedicado. Provavelmente com várias doenças interrelacionadas ou não. Um ótimo exemplo é a doença síndrome metabólica, onde de acordo com a NCEP/ATP III (National Cholesterol Education Program and Adults Treatment Panel III) para denominá-la desta forma é necessário ter no mínimo 3 critérios dos itens descriminados a seguir:

Matéria Farmacêuticas_Organização de Medicamentos 3

 

 

Vamos construir um atendimento clínico com a síndrome metabólica para a melhor assimilação?

Supõe-se que o paciente é do sexo feminino, 72 anos, e uma das filhas chama seu atendimento com a seguinte queixa: “Minha mãe está com a pressão alta e já foi há vários cardiologistas, e sempre temos que recorrer à emergência. Ela administra muitas medicações, poderia verificar se alguma está interferindo na outra? Talvez possa ser isso.”

Atendimento/avaliação clínica em 8 etapas:

1. Anamnese

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De acordo com as resoluções 585 e 586 CFF, o farmacêutico deve realizar sua anamnese baseada nas literaturas científicas mais fidedígnas. E a coleta dos sinais e sintomas deve ser registrada em prontuário próprio baseado no modelo SOAP (Subjetive, Objetive, Assentement and Plan)  do Conselho Federal de Farmácia.  O objetivo é organizar as informações coletadas do paciente de forma Subjetiva (S),  Objetiva (O), Avaliativa (A) e com Planjamento (P). Estes itens compõem a documentação do processo de cuidado disponível no site do CFF, acesse o link a seguir para download:

Clique no link para acessar o modelo de prontuário de SOAP do CFF 

Após a conclusão da anamnese, usando as técnicas de semiologia, registra-se os dados relevantes em prontuário. E a partir deste momento, o conhecimento adquirido da prática clínica e mais a literatura irão proporcionar arcabouço para solucionar a queixa da paciente. O resultado da consulta farmacêutica domiciliar na organização de medicamentos pode se desmembrar em alguns braços:

  • Encaminhamento ao profissional de saúde ao qual deseja expor ou compartilhar as informações extraídas do quadro clínico;
  • Pedido de exames para dar suporte ao médico em relação à suspeita de um dignóstico que fuja ao âmbito profissional do farmacêutico;
  • Pedido de exames para corroborar para resolução de problemas autolimitados que estejam dentro da alçada profissional farmacêutica;
  • Prescrição farmacêutica farmacológicas de medicamentos isentos de prescrição e/ou com orientações não farmacológicas;
  • Verificação da existência de interações medicamentosas, de substâncias química e medicamento-alimento;
  • Verificação da cronoterapia;
  • Orientação sobre o armazenamento dos medicamentos;
  • Conciliação medicamentosa;
  • Revisão da farmacoterapia;
  • Orientação sobre o uso racional de medicamentos.

No entanto, no caso proposto para resolução, a paciente é idosa e polimedicada. Ao chegar adentrar ao ambiente domiciliar, constata-se visualmente de que a paciente é possivelmente obesa . Previamente, pelos relatos da família,  sabe-se que possivelmente possui hipertensão grave, uma vez que recorre à emergência com frequência.

Inicia-se a entrevista à paciente e pede-se: todos os exames já realizados, as receitas prescritas para poder averiguar e montar o caso clínico , assim como os medicamentos prescritos e não prescritos.

Dando continuidade, começa-se a semiologia, para construir uma boa anamnese. E de maneira didática, lista-se alguns pontos importantes para que tome corpo este caso hipotético.

Dados objetivos:

  • Exames clínicos de glicemia capilar casual;
  • Índice de massa corporal (IMC);
  • Relação cintura quadril;
  • Aferição da Pressão Arterial (PA);
  • Medição de temperatura corporal.
  • Hidratação da pele;
  • Auscuta pulmonar, se necessário.

Dados subjetivos:

  • Histórico familiar de doença;
  • Histórico de doenças pregressas;
  • Hábitos laborais;
  • Atividade Física;
  • Hábitos Sociais;
  • Medicamentos que utiliza e como utiliza;
  • Como o paciente se sente perante a sua queixa e se existem outras;
  • Hábitos alimentares;
  • Se sente algum tipo de dor e tentar escalonar a dor em números;
  • Relação familiar.

 

2. Avaliação do farmacêutico e relato do paciente

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Neste caso, a paciente é obesa por possuir relação cintura quadril de 95 cm, é diabética por estar com a glicemia casual de 145mg/dl e já administrar metformina 500mg com sidagliptina 50 mg e ao aferir a pressão arterial a mesma estava com 220/110 mmHg no braço direito e 200/100 mmHg no braço esquerdo.

Por estas 3 características, pode-se suspeitar de síndrome metabólica, como já foi descrito acima.

Um fato bastante relevante revelado, sobre os pais da paciente, foi o falecimento por infarto paterno e acidente vascular encefálico materno. O que, provalvelmente, coloca a paciente no grupo de risco para morbidade de infarto.

Relata que sofre de depressão há muitos anos e atualmente está com pânico de sair de casa. Fuma, não bebe e não realiza atividade física. Relata que sua alimentação é balanceada e com muito pouco sal, devido à hipertensão que trata há mais de 30 anos. Sente muita dor de cabeça e palpitação ultimamente. Sente-se cansada ao subir escadas. Relata que chora com frequência sem motivo aparente e sente medo de sair de casa. Administra os medicamentos da manhã  quase todos juntos e os da noite também com o jantar, com exceção do alprazolam, que usa antes de dormir. O ácido acetil salicílico administra no almoço e o omeprazol em jejum com uma meia hora antes de tomar o café. No entanto, sente muita azia. O captopril utiliza toda vez que a pressão sobe. Entretanto, não sabe até quantos comprimidos pode tomar. Relata que só vai com frequência ao cardiologista e ao psiquiatra. Os outros médicos, a paciente não vai há muitos anos.

 

3. Investigação de interação medicamentosa

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Através das receitas médicas obteve-se as listas dos medicametos e suas posologias ( coloquei somente o nome dos príncípios ativos para facilitar a didática, mas lembro que na prática quase todos os medicamentos são prescritos em marcas comerciais):

  • Omeprazol 20 mg em jejum 30 minutos antes do café da manhã
  • Metformina/Sitagliptina 500/50mg 1 comprimido após o café da manhã
  • Amiodarona 200mg 1 comprimido pela manhã e à noite
  • Amitriptilina 25 mg 1 comprimido pela manhã
  • Olmersatana/ Hidroclorptiazida 40/12,5 mg 1 comp pela manhã
  • Cadersatana 8 mg 1 comp pela manhã
  • Captopril 25 mg 1 comp SOS em caso de pressão alta
  • Ácido acetil salicílico 100mg 1 comp no almoço
  • Bisaprolol 5 mg 1 comp à tarde
  • Sinvastatina 20 mg 1 comprimido à noite
  • Alprazolam 0,5 mg 1 comp ao deitar

 

4. Avaliação clínica

Após finalizar todos estes quetionamentos e observações, anota-se no prontuário para subsidiar a avaliação aos olhos clínicos do farmacêutico e o planejamento de cuidado que irá ser aplicado.

Ao analisar os medicamentos prescritos observa-se que não há horários estabelecidos, o que confunde o paciente na hora de administrá-los, podendo ocorrer eventos adversos e interações medicamentosas.

Como já mencionado anteriormente, está dentro das atribuições clínicas do farmacêutico a conciliação medicamentosa, a cronoterapia, verificar as interações medicamentosas, realizar um encaminhamento com revisão de farmacoterapia.

Desta forma, com o caso clínico descrito haverá a necessidade de se realizar a definição dos horários dos medicamentos.  É importante verificar se os medicamentos podem ou não ser administrados com alimento.

5. Avaliação farmacológica

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No entanto, esta gama de medicamentos prescritos existe uma combinação farmacológica não recomendada, que é a prescrição de 1 inibidor da enzima conversora de angiotensina ( IECA – captopril) e 2 bloqueadores do  receptor de receptor de angiotensina ( BRA – olmersatana e candersatana). De acordo com a 7ª diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia, este tipo de associação deve ser evitado, conforme figura abaixo:

Matéria Farmacêuticas_Organização de Medicamentos 4

Portanto, este atendimento domiciliar requer um encaminhamento que conste uma revisão da farmacoterapia, uma organização da cronoterapia, deixando de forma clara ao paciente a maneira e os horários de administração dos medicamentos.

 

6.Encaminhamento ao prescritor

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Coloca-se de forma clara e formal e respeitosa ao prescritor a solicitação da revisão da farmacoterapia e o possível motivo do encaminhamento. Todas as sugestões  ao prescritor devem ser baseadas em evidências científicas sólidas. Entretanto, NUNCA o farmacêutico clínico domiciliar deve alterar a prescrição médica, por mais que entenda que possa estar equivocada. Portanto, é sempre de bom tom se possível um contato telefônico anterior com o prescritor para a confecção do documento.

Desta forma, algumas tomadas de decisão podem compor o encaminhamento aos profissionais competentes:

1) Ao cardiologista:

  • Solicita-se a revisão farmacoterapia dos anti-hipertensivos, devido aos valores de PA registrados durante o atendimento domiciliar.

2) Ao Psiquiatra:

  • Sugere-se revisão da farmacoterapia, pois a paciente relata pânico e muita tristeza.

 

7. Prescrição não farmacológica ao paciente

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  • Prática de exercícios, como caminhada, após liberação do cardiologista.
  • Encaminhar o paciente para a emergência.
  • Sugestão de procurar acompanhamento psicológico.
  • Orientar o uso racional dos medicamentos, como administração correta dos medicamentos, guarda e os horários de administração dos medicamentos.
  • Sugerir procurar o acompanhamento dietético de um nutricionista.
  • Sugerir o acompanhamento de um endocrinologista.
  • Orientar ao retorno dos outros prescritores que deixou de ir há anos para reavaliação.

 

8. Cronoterapia e farmacoterapia

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Vamos ver como ficou a a organização de medicamentos após as alterações realizadas pelos prescritores?

Ao definir os horários, é muito importante saber a rotina e hábitos alimentares do paciente. E após esmiuçar a rotina desde que acorda até se deitar, observe como ficou a distribuição dos medicamentos:

  • Metformina/Sitagliptina 500/50mg 1 comprimido durante o café da manhã às 7:00h
  • Amiodarona 200mg 1 comprimido às 8:00h da manhã e às 20:00h no jantar
  • Amitriptilina 25 mg 1 comprimido às 7:00h manhã
  • Olmersatana/ Hidroclorotiazida 40/12,5 mg 1 comp às 8:00h manhã
  • Besilato de Anlodipino 10 mg às 8:00h manhã
  • Captopril 25 mg 1 comp SOS em caso da pressão alta ser maior ou igual a 160/100mmHg, limitando a tomar 4 por dia. A pressão deve retornar para a valores próximos de 130/85 mmHg. Se não, procurar a emergência. Administrar o captopril de estômago vazio se possível.
  • Ácido acetil salicílico 100mg 1 comp no almoço
  • Bisaprolol 5 mg 1 comp às 14:00h no lanche
  • Sinvastatina 20 mg 1 comprimido na ceia às 22:00h
  • Clonazepam gotas tomar 8 gotas antes de dormir

 

Conclusão

E agora, entendeu porque uma organização de medicamentos não é tão simples? Por isso, querido idoso, ao encontrar dificuldades com a administração dos seus medicamentos, ou sinta efeitos adversos que  possam surgir devido a gama de medicamentos que administra, não exite em seu farmacêutico em casa.

Juliana Antunes – Farmacêutica Clínica Domiciliar

 

Contato (21) 998182433 – Atendimento somente na Cidade de Niterói – Rio de Janeiro – RJ

 

Fontes:

  • PENALVA, D.Q.F., Síndrome metabólica: Diagnóstico e Tratamento. Seção Aprendendo, Revista de Medicina da USP. São Paulo. nº 87, vol.4. Pág. 245-50. Out-Dez 2008.
  • http://www.acc.org/latest-in-cardiology/articles/2014/07/18/16/03/then-and-now-atp-iii-vs-iv
  • http://www.cff.org.br/pagina.php?id=755&menu=695&titulo=Documenta%C3%A7%C3%A3o+do+processo+de+cuidado
  • http://publicacoes.cardiol.br/2014/diretrizes/2016/05_HIPERTENSAO_ARTERIAL.pdf
  • http://www.ulbra.br/upload/177c5c763211ffc3d950bf30dc879c65.pdf

 

 

 

Uma excelente notícia foi anunciada há poucos dias pelo CFF com relação à farmácia clínica! Graças à vigilância incansável e à defesa contundente que o Conselho Federal de Farmácia (CFF) mantêm em relação aos ataques à profissão farmacêutica, mais uma vez a Justiça Federal decidiu pela manutenção em vigor a Resolução CFF nº 585/13, que dispõe sobre as atribuições clínicas do farmacêutico, entre as quais, a prescrição farmacêutica.

Em sentença proferida no dia 20 de fevereiro, o juiz federal João Carlos Mayer Soares, da 17ª Vara do Distrito Federal, negou pleito do Conselho Federal de Medicina (CFM), de declaração de inconstitucionalidade e ilegalidade da normativa (585/13).

Além da cassação da validade da resolução, o CFM pleiteava, ainda, que o CFF fosse obrigado a dar ampla divulgação da decisão, caso esta fosse favorável a ele, sob pena de pagamento de multa de R$ 100 mil por dia!

O direito da farmácia clínica assegurado ao Farmacêutico
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Segundo o presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João,

“A decisão é fruto do equilíbrio e da imparcialidade que têm sido uma marca registrada na maioria das decisões da Justiça Federal em relação aos questionamentos feitos por entidades médicas às normativas do CFF. Isso é louvável e merece ser destacado, o que destacamos de pronto. Mas também é fruto do trabalho incansável do conselho, por meio de sua assessoria jurídica, que não tem feriado, nem recesso quando a demanda é pela proteção aos avanços e conquistas da profissão farmacêutica”.

O presidente do CFF reitera sua convicção de que outro fator tem sido preponderante para a obtenção dessas decisões favoráveis: as resoluções editadas pelo conselho se restringem ao propósito exclusivo de respaldar atribuições do farmacêutico, para as quais este profissional está tecnicamente preparado e amparado em lei. “Não há invasão de atribuições de outros profissionais da saúde e as normativas visam a atuação farmacêutica em favor da saúde da população. Felizmente temos visto prevalecer a verdade, a despeito das calúnias, das mentiras e dos interesses corporativos de algumas entidades médicas”, assinalou.

Desta forma, as resoluções se mantém em pleno vigor.

Na decisão, o CFM foi condenado a pagar as despesas processuais e honorários advocatícios, fixados no valor de R$ 10 mil.

 

Veja a decisão sobre a decisão da manutenção do direito da farmácia clínica. Clique aqui.

 

Fonte

CFF

Resolução CFF nº 585/13

Nos últimos tempos o farmacêutico adquiriu o direito de atuar em novas áreas, como é o caso da farmácia clínica, e com isso a possibilidade de ser incluído como membro de uma equipe multidisciplinar na área da saúde, inclusive, podendo até mesmo ser referenciado por um médico. Dentre as novas possibilidades, destacam-se:

  • Estética
  • Acupuntura
  • Farmácia clínica
  • Assistência domiciliar em equipes multidisciplinares
  • Entre outras (relacionadas no site do CFF)

Com relação à atividade clínica temos alguns exemplos de atuação:

  • Acompanhamento de doenças crônicas
  • Acompanhamento do paciente idoso
  • Acompanhamento de pacientes que desejam emagrecer, em terapia
  • Acompanhamento de pacientes com diabetes

Desta maneira, surgiram novas tendências no leque multiprofissional e alguns possíveis rumos diferentes das práticas habituais designadas aos profissionais farmacêuticos.

 

Farmácia clínica como um aliado do tratamento médico

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Através da Resolução nº  585/2013 – atribuições clínicas do farmacêutico, começou um debate sobre a questão ligada a área de atuação desse profissional.

Podem ser agregados tratamentos medicamentosos ou não à todos os serviços clínicos farmacêuticos, os quais conquistou-se o direito.  A grande questão é:  neste momento temos a oportunidade de participar efetivamente como um profissional da saúde nos aliando aos demais profissionais que sempre tiveram contato de forma direta e atuante com o paciente.

É importante entender o papel do farmacêutico e sua real função dentro do sistema da saúde, pois a nossa missão não é a de disputar espaço com o médico, e muito menos interferir  no tratamento do paciente. A ideia é contribuir para a adesão ao tratamento e  promover a saúde.

Sendo assim, é hora de deixar o o Ego de lado, algo que tem afetado muito à alguns colegas farmacêuticos, e preocupar-se com o que de fato importa: o cuidado com o paciente

Outra questão a ser ressaltada é:  o farmacêutico não deveria de forma solitária trancado em um consultório, isso porque considero o farmacêutico mais um elo da cadeia da cadeia de saúde. Portanto,  deve atuar de forma integrada com os demais profissionais (médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, biomédicos, nutricionistas, etc) com o intuito único de promover a saúde e garantir um tratamento eficaz para o paciente.

Seria importante que o farmacêutico entendesse que não deveria brigar por espaço com o médico, principalmente, e sim entender que possui a oportunidade  de fazer a diferença integrando uma equipe multidisciplinar de saúde (algo inédito até então para nós farmacêuticos) e realmente fazer a diferença na saúde brasileira.

Não estamos aqui para dividir, e sim para somar.

 

Dificuldades do Consultório Farmacêutico

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O profissional que assumir um consultório clínico terá muitas dificuldades no início de seu projeto, entre elas:

  1. Como conseguir pacientes?
  2. Como fazer com que os pacientes entendam a necessidade da consulta farmacêutica?
  3. Quanto cobrar por esta consulta?
  4. Como ser indicado por um plano de saúde?
  5. Como regularizar a profissão, visto que não existe CNAE  (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), para obtenção da licença frente à Vigilância, e para que o farmacêutico possa emitir uma nota fiscal de seus serviços?
  6. Como ser referenciado por um médico?
  7. Como o farmacêutico pode fazer parte de uma equipe multidisciplinar de saúde?

Apesar da ideia do farmacêutico ter seu próprio consultório ser linda, as dificuldades encontradas para que o projeto dê certo são grandes. É importante não exista ilusão.

No entanto, trarei algumas diretrizes, e até mesmo  um caso de sucesso para que o farmacêutico tenha êxito na condução de seu projeto na farmácia clínica:

 

Uma grande ideia: Inserção do farmacêutico na equipe multidisciplinar de saúde

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Diante de tantas possibilidades, seja através de consultórios varejistas, consultórios independentes, ou dentro de clínicas de saúde multidisciplinares,  é importante que o farmacêutico entenda o seu papel, e também compreenda a necessidade de participar, e de integrar uma equipe multidisciplinar, na qual necessitarão da estreita relação profissional com toda a equipe presente, inclusive

o médico

.

Porque dei um destaque ao médico?

Penso que para que os profissionais farmacêuticos sejam inseridos em qualquer equipe multidisciplinar, estes devem ter humildade, e saber trabalhar em equipe.  E não disputar por conhecimento e espaço, pois cada um tem seu grau de importância dentro da saúde. E a consulta farmacêutica é uma área a ser explorada e que  precisa ser orquestrada  em harmonia com os outros profissionais, inclusive os médicos.

E agora você deve estar se perguntando, mas como participar de uma equipe multidisciplinar?

E qual o meu papel?

É possível?

A resposta é sim. E existem casos de sucesso, mas exemplifico um como mostrarei em seguida…

 

Caso de sucesso de farmacêuticas em clínicas multidisciplinares

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Um caso real e de sucesso foram das Dra. Deborah Marques CRFRJ 4804 e Dra. Liziene Arruda CRFRJ 11116 que atuam com consulta farmacêutica na saúde do idoso em Clínica especializada no  Rio de Janeiro.

Nesta matéria irei exibir a experiência destas farmacêuticas pioneiras  que através deste tipo de serviço especializado, atuam numa perspectiva interprofissional e integral de saúde do idoso.

Passo-a-passo do sucesso na clínica farmacêutica

1. Inserção do farmacêutico

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A inserção do farmacêutico é o início de um desafio maior, o reconhecimento por mais profissionais prescritores.  E é o que as farmacêuticas já começaram a realizar. A consulta farmacêutica ofertada pelas profissionais abrange 3  serviços.

Para prospectar seu trabalho, as farmacêuticas agendam um encontro com médicos de outras especialidades para apresentar os serviços ofertados, conforme o folder abaixo:


Folder_Deborah_30_06_2016_V2Folder_Deborah_30_06_2016_V2

 

2. O despertar do interesse médico e encaminhamento do paciente

O médico, diante desta nova possibilidade de atuação na área da saúde, entende a necessidade e a importância do farmacêutico na adesão do tratamento pelo paciente.

Assim, o médico especialista ao detectar algum problema relacionado com o medicamento com seu paciente pode recorrer ao auxílio dos serviços ofertados, bem como encaminhar seu paciente para os cuidados farmacêuticos.

3. Farmácia clínica: Anamnese

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Após o encaminhamento do médico, inicia-se a etapa do tratamento sob os cuidados do farmacêutico.

Alguns exemplos de serviços clínicos iniciais estão exemplificados abaixo:

  1. Acompanhamento dos resultados terapêuticos
  2. Organização de medicamentos
  3. Orientação ao paciente quanto ao uso de dispositivos inalatórios e aparelhos de medições.

Na primeira consulta, todos os serviços enfatizam na coleta de informações relacionado a rotina do paciente, uso e acesso ao medicamento, pois o prontuário do paciente é multiprofissional. Assim, por meio de um software especializado, os dados do paciente são inseridos e o farmacêutico tem acesso a todas as informações coletadas nas consultas de todos os outros profissionais da equipe.

Abaixo tem-se um exemplo de flyer para divulgação dos serviços farmacêuticos distribuído aos pacientes:

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4. Clínica Farmacêutica: Consulta

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As consultas farmacêuticas, preferencialmente, devem ser registradas por meio de software especializado. O registro dos dados deve ser completo de tal forma que possibilite:

  • Agendar as consultas
  • Registrar o atendimento farmacêutico no prontuário multiprofissional – coleta de informações do paciente, desde a rotina de uso do medicamento, dificuldades relacionadas à administração e uso, entre outras informações;
  • Arquivar exames laboratoriais e de imagem;
  • Permitir que os outros profissionais acompanhem todas as informações o que foram coletadas na consulta pelo farmacêutico.

A duração da consulta farmacêutica pode variar de 30 minutos a 1 hora. E o número de consultas irá depender do quadro clínico de saúde do paciente.

 

5. Farmácia clínica: Inserção do farmacêutico na gerontologia

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Na gerontologia há preocupação em compreender melhor o processo de envelhecimento, em torno da atenção integral e a demanda de saúde do idoso, em seu contexto global. Torna-se imprescindível a presença de diversas áreas profissionais que, em equipe, se completam e tomam decisões em conjunto. Nesta perspectiva as farmacêuticas Deborah e Liziene buscam a excelência no cuidado ao idoso e integração de conhecimento interprofissional, a fim de assegurar às necessidades de saúde cada indivíduo.

Sobre as farmacêuticas

Por quase 8 anos, as profissionais entrevistadas buscaram um espaço que pudessem desenvolver a proposta de serviços farmacêuticos numa perspectiva interdisciplinar. A equipe médica reconhecem a importância da inserção do farmacêutico na equipe multiprofissional devido aos inúmeros problemas relacionados com os medicamentos detectados nas consultas multiprofissionais. Parte dos profissionais de saúde relata a necessidade do conhecimento técnico e clínico do farmacêutico para alcançar melhores resultados na proteção e cuidado do idoso. É sabido que o idoso demanda por inúmeras situações de saúde. Por conta disso, o campo da gerontologia reconhece que uma única área profissional não dará conta de toda a demanda de saúde do idoso.

Portanto, o conteúdo desta matéria, independente de todas as dificuldades a serem traçadas pelo profissional farmacêutico na busca por espaço e sucesso dentro da farmácia clínica, é possível e real se trabalhar de forma multidisciplinar.

 

Conclusão

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Como mostramos no decorrer da matéria, não é hora de disputar espaço ou mesmo brigar por questões ligadas somente ao ego.

Temos uma excelente oportunidade de participar de uma equipe multidisciplinar e contribuir diretamente com a saúde do paciente.

Não podemos exigir a valorização e respeito, e sim mostrarmos que somos dignos de tal reconhecimento, pois fazemos por merecer.

Diante do “case” de sucesso exposto, fica a dica para que os colegas farmacêuticos, busquem se aliar aos demais profissionais da saúde para somar conhecimento e realmente fazer a diferença na saúde brasileira.

 

Abaixo seguem algumas referências de legislação para os profissionais que desejem desbravar a área de farmácia clínica, devem se aprofundar e nortear os seus caminhos:

Referências

Resolução 585/2013 – atribuições clínicas do farmacêutico
Lei 13021/14 –  Dispõe o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas.
Fonte:

·        Farmácia clínica:  Site CFF: Áreas disponíveis de atuação: http://www.cff.org.br/pagina.php?id=87&titulo=%C3%81reas+de+atua%C3%A7%C3%A3o

Artigo inédito criado exclusivamente para o Portal Farmacêuticas. Permitida a divulgação desde que citado as fontes e créditos do autor e do site.

 

Farmácia Clínica e a adesão ao tratamento farmacológico:

Tudo começa com a confiança entre os interlocutores, neste caso, farmacêutico e paciente, visando ao resgate dos recursos internos do indivíduo, para que este tenha possibilidade de reconhecer-se como sujeito de sua própria saúde. O aconselhamento do profissional farmacêutico, visa fortalecer a noção do paciente na condução do seu tratamento e na solução de problemas para melhorar ou manter sua saúde e qualidade de vida.

Mas como este processo deve ser iniciado?

 

A importância do aconselhamento na adesão ao tratamento farmacológico

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O aconselhamento é um processo de troca de informações entre paciente e farmacêutico, em que este último orienta o primeiro sobre aspectos de cuidados em saúde e uso dos seus medicamentos a fim de garantir uma boa adesão ao tratamento farmacológico. De acordo com o entendimento atual, deve ser um processo interativo e bidirecional de comunicação, em que os participantes são convidados a dar respostas e a solicitar informações adicionais, se assim o desejarem.

Este processo traz grandes benefícios aos pacientes e proporciona maior reconhecimento ao farmacêutico; o paciente torna-se capaz de reconhecer a necessidade dos medicamentos para a manutenção de sua saúde e bem estar. Além disso, fortalece o relacionamento entre o profissional farmacêutico e o paciente, o que cria uma atmosfera de confiança e pode aumentar a adesão ao tratamento. Embora haja entendimento corrente de que o objetivo do aconselhamento seja a promoção da adesão, esta abordagem está sendo substituída por um modelo mais recente de interação entre profissional da saúde e paciente, denominado concordância.

Concordância e aceitação do paciente

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A concordância é fundamentada em um novo conceito de transmissão de informação entre o farmacêutico e o paciente. Nesta abordagem, o papel do farmacêutico é apoiar o paciente na construção do seu próprio conhecimento e de atitudes com vistas ao uso dos seus medicamentos. O paciente deve ser considerado como um conhecedor de sua própria doença e do medicamento utilizado, sendo orientado nesse sentido. Contudo, isto não minimiza o papel do farmacêutico como especialista no uso de medicamentos, mas, ao contrário, favorece uma significativa interação entre ele e o paciente, necessária para promover e apoiar o convívio adequado com a doença.

No aconselhamento ao paciente, o farmacêutico pode orientá-lo sobre o uso correto dos medicamentos prescritos e não prescritos, com vistas a melhorar os efeitos terapêuticos e reduzir a probabilidade de aparecimento de efeitos adversos e toxicidade. Pode também informar sobre cuidados com a saúde e higiene de modo a prevenir complicações e doenças e/ou melhorar seu estado geral. O aconselhamento pode ser focado em um paciente individual, geralmente com base em uma receita específica, ou ser direcionado a grupos de auto-ajuda, grupos de portadores de doenças específicas, turmas de escolares, associação de moradores ou outros. Sendo assim, o aconselhamento deve criar condições para que se estabeleça uma interação satisfatória em que não apenas sejam oferecidas informações, mas que também seja um espaço para que os pacientes verbalizem suas dúvidas, dificuldades e necessidades.

 

Adesão ao tratamento farmacológico

Um excelente local para conferir se os pacientes estão aderindo ao tratamento corretamente, são as farmácias, importantes locais para busca de atendimento e possível porta de entrada de pacientes no sistema de saúde; os farmacêuticos são os profissionais de saúde mais disponíveis para a população em geral. Neste contexto, os serviços farmacêuticos são tão relevantes para o cuidado ao paciente quanto os serviços providos por outros profissionais de saúde. Isto proporciona aos farmacêuticos a oportunidade de prover aconselhamento aos pacientes, interagir e discutir suas necessidades, fornecer informação sobre medicamentos e sobre o cuidado de doenças, incluindo a busca de outros profissionais. Portanto, suas ações apoiam o sistema de saúde e adquirem confiança pública.

 

Avaliação de doenças crônicas

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Existem três doenças crônicas prevalentes:

  1. Diabetes
  2. Hipertensão
  3. Asma

Tais doença revelam ilustrações de diferentes facetas desta questão:

 

Diabetes

A baixa adesão ao tratamento do diabetes resulta em sofrimento evitável e em custos excessivos ao sistema de saúde. O controle do diabetes envolve mais do que simplesmente utilizar o medicamento. Outros aspectos relacionados ao auto-cuidado que devem ser avaliados:

  • Auto-monitorização da glicose no sangue;
  • Restrições dietéticas;
  • Cuidado regulares dos pés;
  • Exames oftálmicos – este mostram uma forma expressiva de redução da incidência e a progressão das complicações da doença.

A baixa adesão a reconhecidos padrões de cuidado é a causa principal de desenvolvimento das complicações de diabete e seus custos individuais, sociais e econômicos associados.

 

Hipertensão e Asma

A baixa adesão ao tratamento anti-hipertensivo, apesar da disponibilidade de tratamentos efetivos, contribui para a falta do bom controle da pressão sanguínea em mais de dois-terços das pessoas hipertensas, resultando em complicações à saúde e aumento dos custos dos cuidados à saúde; o fracasso na adesão de um plano de auto-cuidado regular para asma resulta em baixo controle da doença e em conseqüências clínicas, tais como:

  • Exacerbação da asma;
  • Diminuição da qualidade de vida dos pacientes;
  • Consequências econômicas, como hospitalização aumentada e visitas ao atendimento de emergência.

 

O papel do farmacêutico

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Os farmacêuticos assumem um papel chave no provimento de assistência, informação e conselho sobre medicamentos, bem como monitorando o tratamento e identificando problemas como o da não-adesão, para isso acredita-se que a Atenção Farmacêutica seja de grande valia.

A Atenção Farmacêutica é tida como a provisão responsável da terapia farmacológica com a finalidade de obter resultados definidos na saúde que melhorem a qualidade de vida do paciente.

O conceito e a prática da Atenção Farmacêutica surgiram em meio ao contexto de trabalho multiprofissional e atenção ao usuário de medicamentos, em busca da minimização dos problemas de saúde (potenciais e reais) relacionados à terapia medicamentosa, do aumento da adesão ao tratamento e da otimização e racionalização dos investimentos e recursos disponíveis.

 

Avaliação da adesão do tratamento farmacológico

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Para avaliar de forma padronizada a adesão do usuário ao tratamento, existem questionários estruturados e padronizados, como o Teste de Morisky-Green e o Teste de Batalha.

O teste de Morisky-Green avalia o comportamento do paciente frente ao uso do medicamento, com base nas respostas a quatro perguntas relacionadas a horário, esquecimento, percepção de ausência de sintomas e ausência de efeitos colaterais.

Já o Teste de Batalha, consiste na realização de três perguntas acerca do entendimento da enfermidade a qual o usuário de medicamento possui.

 

 

Aconselhamento farmacêutico

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O usuário de medicamentos necessita de aconselhamento farmacêutico e se mostra, em geral, amplamente receptivo ao mesmo. Embora as ações de aconselhamento não sejam exclusivas dos farmacêuticos, como estes realizam a dispensação de medicamentos, têm a oportunidade e responsabilidade, inclusive ética, de aconselhar o paciente antes que ele inicie o tratamento.

No contexto atual da educação e capacitação farmacêuticas, de modo geral, a formação e qualificação em habilidade de comunicação e aconselhamento são deficientes. Essas são, contudo, necessárias para aconselhar, educar e motivar os usuários a respeito de seus medicamentos. Assim, os cursos de graduação e de pós-graduação em farmácia deveriam conter em seu currículo mínimo estes dois fundamentos. Além do conteúdo inovador, o curso de formação para o aconselhamento deveria adotar metodologias apropriadas de ensino, como abordagens intelectualmente desafiadoras, práticas pedagógicas reflexivas, discussão de temas pertinentes e dramatização. Conferências e leitura de textos de referência são recursos normalmente utilizados em cursos de formação. Adicionalmente, atividades de encenação de roteiros contendo boas práticas de aconselhamento e de comunicação, aprendizagem fundamentada na experiência por meio de encenação com pacientes, fictícios ou reais, em autêntico ambiente de farmácia, podem ser úteis.

Para alcançar melhores resultados no aconselhamento ao paciente, recomenda-se combinar informação oral e escrita. Como as bulas dos medicamentos muitas vezes podem não ser compreensíveis para os usuários, pode ser necessário o uso de outros materiais educativos para reforçar a comunicação e ter certeza de que o paciente sabe como utilizar seus medicamentos.

Os materiais desenvolvidos para o aconselhamento ou que são relatados na literatura incluem, por exemplo:

  • Slides de educação ao paciente, que podem ser apresentados durante a Consulta Farmacêutica;
  • Panfletos educativos (instruções escritas ou impressas);
  • Materiais que auxiliam a adesão, tais como contadores, cortadores de comprimido, inaladores, monitores de glicemia, etc.;
  • Fichas de medicamentos, listando todos os medicamentos que o paciente está usando, com as respectivas posologias;
  • Pictogramas relacionados com medicamentos podem ajudar na comunicação com alguns grupos de pessoas, especialmente se houver a barreira da língua ou linguagem, baixa habilidade de leitura ou deficiência visual.

É importante levar em consideração a falta de habilidade de leitura e deficiência visual do paciente quando for selecionar os materiais apropriados para o aconselhamento. Deve ser criado um ambiente para aconselhamento ao paciente.

 

Local destinado ao aconselhamento – “consultório farmacêutico

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O local exclusivo destinado ao aconselhamento farmacêutico deverá contribuir para que o paciente se sinta confortável e propenso a pedir conselho.

A farmácia deverá ter áreas, claramente demarcadas e identificadas para atividades de dispensação, venda ou fornecimento de produtos que não exigem prescrição e para outros itens específicos que possa comercializar. Caso a área de dispensação não garanta privacidade suficiente, deve haver uma sala destinada ao aconselhamento. O ideal é uma sala com isolamento acústico, para garantir privacidade aos usuários. Outra opção seria uma área separada, visivelmente identificada como “Área de Aconselhamento ao Paciente”, com um aviso indicando que o farmacêutico está disponível para este serviço. Tudo isso para garantir uma boa adesão ao tratamento farmacológico e melhor qualidade de vida do paciente !

Humanização no atendimento e aconselhamento

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Na hora de aconselhar o paciente, o profissional farmacêutico deve reconhecer cada paciente como ser humano único, com histórias de vida, problemas de saúde, contexto social e necessidades específicas. Não existem roteiros ou manuais para se estabelecer um aconselhamento farmacêutico efetivo, mas algumas recomendações podem ser dadas para que este processo seja mais produtivo.

De acordo com o perfil de cada paciente, itens diferentes podem ser abordados, com maior ou menor ênfase, mas o conteúdo básico a ser enfocado deve abranger a discussão sobre as enfermidades apresentadas, seu tratamento e hábitos saudáveis de vida. Durante o processo, é importante fazer com que o paciente reflita sobre os determinantes de sua saúde e de suas doenças e que compreenda sua participação ativa no processo terapêutico.

Com relação ao tratamento farmacológico, durante o aconselhamento o paciente deve receber informações objetivas como dose, duração do tratamento, forma de administração, uso de dispositivos, possíveis reações adversas, entre outras. Deve também receber informações mais específicas como o porquê da utilização, os benefícios de seu uso e os riscos da não utilização. Deve-se avaliar o contexto social do paciente e sua rotina de vida e de trabalho. As percepções e crenças com relação à doença e ao tratamento também precisam ser investigadas.

Conclusão

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O farmacêutico é fundamental para garantir o uso racional e seguro dos medicamentos, bem como alertar quanto aos erros de medicação e como preveni-los. Além disso, o farmacêutico pode trazer contribuições significativas à equipe multidisciplinar que atua no Ciclo da Assistência Farmacêutica, muito além do simples papel de dispensador de medicamentos. O uso irracional de medicamentos é um importante problema de saúde pública; portanto, é preciso considerar o potencial de contribuição do farmacêutico e efetivamente incorporá-lo às equipes de saúde a fim de que se garanta a melhoria da utilização dos medicamentos, com redução dos riscos de morbimortalidade e que seu trabalho proporcione meios para que os custos relacionados à farmacoterapia sejam os menores possíveis para a sociedade.

É necessário analisar a importância do papel do profissional farmacêutico para desenvolver um serviço de saúde de excelência a fim de contribuir para melhoria da qualidade de vida da população. É necessário também, conscientizar a população sobre os benefícios da intervenção farmacêutica a fim de que a mesma seja difundida perante os pacientes e os demais profissionais de saúde, contribuindo então, para o sucesso da terapia medicamentosa e melhoria da qualidade de vida do paciente. O primeiro passo é a conscientização do farmacêutico sobre seu importante papel perante a Assistência Farmacêutica. Dessa forma haverá valorização dos conhecimentos desse profissional, o que trará muitos benefícios à equipe envolvida e bem estar ao próprio paciente, que é o foco principal.

 

Referências

LEITE, S.N & VASCONCELOS, M.P.C . Adesão à terapêutica medicamentosa: elementos para a discussão de conceitos e pressupostos adotados na literatura. Ciência Saúde Coletiva v.8 n.03. Rio de Janeiro, 2003.

MACEDO, B.S. Projeto de implantação de atenção farmacêutica a pacientes portadores de diabetes Mellitus tipo 2 em programa de saúde da família. Revista Eletrônica de Farmácia. v. 2, p. 116-118, 2005.

MACHADO, R.M.C. Implementação da Atenção Farmacêutica. Anais do 7º Encontro de Extensão da Universidade Federal de Minas Gerais, 2004.

BRASIL. Conselho Federal de Farmácia. Resolução nº 449 de 2006: Dispõe sobre as atribuições do Farmacêutico na Comissão de Farmácia e Terapêutica, 2006.

MELLO, D. R. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Os perigos do uso inadequado de medicamentos. ANVISA. Brasília, 2007.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (OMS). Drogas: uso racional de medicamentos. OMS, Nota descritiva nº338, mai. 2010.

REIS, F. Perfil do Profissional Farmacêutico. Brasil, 2009.

VIEIRA, F. S. Possibilidades de contribuição do farmacêutico para a promoção da saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2005.

O Conselho Federal de Medicina divulgou uma nota na última terça-feira, dia 26/04,  no qual se manifesta a respeito da clínica e prescrição farmacêutica alegando prática ilegal da medicina.

O referido documento, que pode ser consultado abaixo, ainda afirma que medidas judiciais serão tomadas para evitar a prática ilícita decorrente da propaganda enganosa.

Mas eles estão corretos? o CFM tem mesmo o direito de nos impedir exercer um direito tão duramente conquistado?

Depois desta confesso que comecei a meditar mais profundamente sobre o assunto…

 Conselho Federal de Medicina

 

Preparo do profissional farmacêutico para a clínica e prescrição farmacêutica

prescricao farmaceutica

Diferente do que acontece durante a formação de um profissional médico, no qual possui em sua grade curricular matérias relacionadas ao diagnóstico de doenças, anos de residências obrigatórias, especializações, etc, o farmacêutico possui hoje um total despreparo. Isso porque nos foi concedido um direito, mas não houve qualquer mudança na grade curricular, com inclusão de matérias, e muito menos a obrigatoriedade da residência.

O CFF até levantou a necessidade da residência, mas não a tornou obrigatória.

E o que tem acontecido na prática é que alguns farmacêuticos participam de cursos com poucas horas e já se tornam “aptos para o exercício da clínica”. Mas será que somente um cursinho é o suficiente para assumir tamanha responsabilidade?

 

O que motivou o CFM a publicar a nota

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Posicionamento do CFF

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Ponto de vista de uma farmacêutica

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Eu, particularmente, acho arriscado o farmacêutico sair da faculdade já clinicando, podendo até mesmo a situação ser comparada com a ciclovia Tim Maia – linda e sem estrutura, podendo colocar em risco a vida e a saúde da população.

Não estou criticando o direito conquista, não interpretem errado, apenas estou mostrando o despreparo do farmacêutico ao assumir tamanha responsabilidade sem o mínimo de conhecimento necessário, dando margem à questionamentos como o do Conselho Federal de Medicina.

Eu mesma, após 16 anos de formada, jamais arriscaria clinicar, pois tenho plena noção da minha falta de preparo. O meu ego não ficaria acima da saúde de um paciente.

Até porque somos os primeiros a ficarmos revoltados quando nos deparamos com enfermeiros e médicos dispensando medicamentos, não é? Já que podemos clinicar, eles também não poderiam dispensar? Fica a dúvida no ar.

Sendo assim, quem está certo?

Nós que conquistamos o direito ou o médico que alega a prática ilegal da medicina?

Concordo que há muito material e cursos para o profissional se especializar e buscar o conhecimento, mas fica a critério de cada um, pois não há a obrigatoriedade da especialização e muito menos qualquer tipo de comprovação de que tal conhecimento foi sólido e eficiente.

Por outro lado, creio que podemos fazer sim a diferença na saúde brasileira, hoje tão debilitada e carente de profissionais.

Lembrando que não estou do lado do Conselho de Medicina, mas a favor do preparo do farmacêutico para que este possa bater a mão no peito cheio de orgulho afirmando diante de todos que sim, nós temos conhecimento e estamos aptos para exercer a atividade de clínica e prescrição farmacêutica para o bem da saúde brasileira.

Aguardemos cenas dos próximos capítulos…

 

Vocês lembram do farmacêutico Leandro Sapucaia, que realizou uma matéria fantástica sobre a diferença entre os repelentes, numa época em que a população se encontrava alarmada com as notícias sobre as doenças transmitidas pelo Mosquito Aedes aegypt? Para quem quiser conferir a matéria é só olhar ao final da entrevista nas fontes.

Pois é, fui atrás dele através do facebook e conversa dali, pergunta daqui e o encontrei.

O propósito desta entrevista que apresentarei é ressaltar a importância dos serviços farmacêuticos e assistência farmacêuticas nos estabelecimentos de saúde denominados Drogarias em todo o País. Temos como legislação que rege a entrevista  a Lei federal 13021/2014.

 

Vamos saber um pouco mais do nosso entrevistado?

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O Leandro Sapucaia, apesar de ser recém formado pela Faculdade de Farmácia Pitágoras de Freitas na Bahia, possui seus conhecimentos acadêmicos e de mercado bem aguçados. Como muitos farmacêuticos, ele é empregado e realiza as suas atividades laborativas em prol de educar, orientar e promover a saúde de sua região.

 

 

Vamos à entrevista? Navegue e entretenha-se

Portal Farmacêuticas: A legislação 13021/2014 transforma a Drogaria em estabelecimento de saúde. Traz a oportunidade do farmacêutico clínico atuar no setor. Como você vê isso?

Leandro: No âmbito da assistência farmacêutica vejo a lei em prol da saúde e um ganho para a população, pois ao tornar drogarias e farmácias em estabelecimento de saúde existe uma complexidade que engloba dentro da assistência farmacêutica: o farmacêutico atuando na área clinica (promovendo o acompanhamento dos pacientes), o aumento da eficácia do tratamento no que tange a segurança e adesão ao tratamento.

Portal Farmacêuticas: Os serviços farmacêuticos possivelmente serão oferecidos à população dentro de normas sanitárias e protocolos. Você acha que os farmacêuticos estão preparados para tal tarefa ou é necessário se especializar?

Leandro: Apesar dos farmacêuticos saírem com a graduação na modalidade generalista, mesmo assim necessitam de uma preparação na área clínica, onde se profunda o conceito de atenção farmacêutica. Ou seja, é necessário se especializar para cumprir às exigências da legislação 13021/2014.

Portal Farmacêuticas: Dentre os serviços farmacêuticos, ao seu olhar, quais seriam os mais relevantes a serem ofertados em uma drogaria?

Leandro: Todos os serviços clínicos são de importância clinica relevante, porém posso destacar alguns: a aferição de pressão arterial, aplicação de injetáveis e estudo de caso clínico, como acompanhamento de pacientes diabéticos, tabagistas, obesos e hipertensos, podendo encaminhar ao médico ou não. Estes grupos de pacientes são de grande relevância clínica para se prestar a assistência farmacêutica.

Portal Farmacêuticas: E com todas essas oportunidades que surgem, você acha que o mercado brasileiro está pronto para os serviços farmacêuticos nas drogarias e farmácias? Muitas redes de drogarias ainda se posicionam reticentes. Como você enxerga isso tudo?

Leandro: Para a profissão farmacêutica está surgindo cada vez mais oportunidades e o seu crescimento nessa área evoluiu ns últimos 5 anos com as leis e resoluções, e união  dos farmacêuticos. Porém, em contra partida, esbarramos com as questões de espaço físico das drogarias e farmácias, que não são condizentes com o atendimento clinico do farmacêutico. Ainda faltam muitas mudanças até que os Empresários enxerguem como mais um veio lucrativo e de expansão de mercado. E somente quando isso acontecer, espaço físico adequado e consultório farmacêutico equipado, o paciente irá sentir que está em um estabelecimento de saúde.

Portal Farmacêuticas: Não concordaria que para que fosse possível instalar a farmácia clínica nas drogarias, não deveria ser estudado a possibilidade de agregar valor aos serviços farmacêuticos para custear as mudanças?

Leandro: Sim, é preciso realizar um estudo financeiro e estratégico.  Devemos pensar e analisar que os consumidores estão cada vez mais  procurando as drogarias e famácias para procurar orientação sobre pequenos casos clínicos. Portanto, tais estabelecimentos precisam cada vez mais estar equipados, sendo destaque aquele que investir em um consultório farmacêutico e ter um profissional qualificado.

Portal Farmacêuticas: E para finalizar, como você define ser farmacêutico de uma drogaria?

Leandro:

É sentir a importância de cuidar e orientar a população sobre riscos e benefícios dos medicamentos, participar do seu tratamento farmacológico, com o objetivo de garantir a adesão ao tratamento e proporcionar a saúde de forma consciente.

Fontes:

  • http://www.itanhemfest.com.br/portal/?pg=noticia&id=5369
  • Lei Federal 13021/2014

 

Vocês lembram do farmacêutico Leandro Sapucaia, que realizou uma matéria fantástica sobre a diferença entre os repelentes, numa época em que a população se encontrava alarmada com as notícias sobre as doenças transmitidas pelo Mosquito Aedes aegypt? Para quem quiser conferir a matéria é só olhar ao final da entrevista nas fontes.

Pois é, fui atrás dele através do facebook e conversa dali, pergunta daqui e o encontrei.

O propósito desta entrevista que apresentarei é ressaltar a importância dos serviços farmacêuticos e assistência farmacêuticas nos estabelecimentos de saúde denominados Drogarias em todo o País. Temos como legislação que rege a entrevista  a lei federal 13021/2014.

 

 

Vamos saber um pouco mais do nosso entrevistado?

leandro-sapucaia-farmaceuticas-farmacia-clinica

O Leandro Sapucaia, apesar de ser recém formado pela Faculdade de Farmácia Pitágoras de Freitas na Bahia, possui seus conhecimentos acadêmicos e de mercado bem aguçados. Como muitos farmacêuticos, ele é empregado e realiza as suas atividades laborativas em prol de educar, orientar e promover a saúde de sua região.

 

Vamos à entrevista? Navegue e entretenha-se

Portal Farmacêuticas: A legislação 13021/2014 transforma a Drogaria em estabelecimento de saúde. Traz a oportunidade do farmacêutico clínico atuar no setor. Como você vê isso?

Leandro: No âmbito da assistência farmacêutica vejo a lei em prol da saúde e um ganho para a população, pois ao tornar drogarias e farmácias em estabelecimento de saúde existe uma complexidade que engloba dentro da assistência farmacêutica: o farmacêutico atuando na área clinica (promovendo o acompanhamento dos pacientes), o aumento da eficácia do tratamento no que tange a segurança e adesão ao tratamento.

Portal Farmacêuticas: Os serviços farmacêuticos possivelmente serão oferecidos à população dentro de normas sanitárias e protocolos. Você acha que os farmacêuticos estão preparados para tal tarefa ou é necessário se especializar?

Leandro: Apesar dos farmacêuticos saírem com a graduação na modalidade generalista, mesmo assim necessitam de uma preparação na área clínica, onde se profunda o conceito de atenção farmacêutica. Ou seja, é necessário se especializar para cumprir às exigências da legislação 13021/2014.

Portal Farmacêuticas: Dentre os serviços farmacêuticos, ao seu olhar, quais seriam os mais relevantes a serem ofertados em uma drogaria?

Leandro: Todos os serviços clínicos são de importância clinica relevante, porém posso destacar alguns: a aferição de pressão arterial, aplicação de injetáveis e estudo de caso clínico, como acompanhamento de pacientes diabéticos, tabagistas, obesos e hipertensos, podendo encaminhar ao médico ou não. Estes grupos de pacientes são de grande relevância clínica para se prestar a assistência farmacêutica.

Portal Farmacêuticas: E com todas essas oportunidades que surgem, você acha que o mercado brasileiro está pronto para os serviços farmacêuticos nas drogarias e farmácias? Muitas redes de drogarias ainda se posicionam reticentes. Como você enxerga isso tudo?

Leandro: Para a profissão farmacêutica está surgindo cada vez mais oportunidades e o seu crescimento nessa área evoluiu ns últimos 5 anos com as leis e resoluções, e união  dos farmacêuticos. Porém, em contra partida, esbarramos com as questões de espaço físico das drogarias e farmácias, que não são condizentes com o atendimento clinico do farmacêutico. Ainda faltam muitas mudanças até que os Empresários enxerguem como mais um veio lucrativo e de expansão de mercado. E somente quando isso acontecer, espaço físico adequado e consultório farmacêutico equipado, o paciente irá sentir que está em um estabelecimento de saúde.

Portal Farmacêuticas: Não concordaria que para que fosse possível instalar a farmácia clínica nas drogarias, não deveria ser estudado a possibilidade de agregar valor aos serviços farmacêuticos para custear as mudanças?

Leandro: Sim, é preciso realizar um estudo financeiro e estratégico.  Devemos pensar e analisar que os consumidores estão cada vez mais  procurando as drogarias e famácias para procurar orientação sobre pequenos casos clínicos. Portanto, tais estabelecimentos precisam cada vez mais estar equipados, sendo destaque aquele que investir em um consultório farmacêutico e ter um profissional qualificado.

Portal Farmacêuticas: E para finalizar, como você define ser farmacêutico de uma drogaria?

Leandro:

É sentir a importância de cuidar e orientar a população sobre riscos e benefícios dos medicamentos, participar do seu tratamento farmacológico, com o objetivo de garantir a adesão ao tratamento e proporcionar a saúde de forma consciente.

Fontes:

  • http://www.itanhemfest.com.br/portal/?pg=noticia&id=5369
  • Lei Federal 13021/2014

 

 

 

 

 

 

Em 15/10/15 tive o privilégio de assistir à palestra de três farmacêuticos internacionais no” Congresso Riopharma 8″ na cidade do Rio de Janeiro no Centro de Convenções SulAmérica.

Os palestrantes participantes foram Dr. Charlie Benrimoj (University of Tecnology Sydney/ Australia), Dra. Magaly Rodriguez de Bittner ( University of Mayland/EUA) e Dr. Greg Eberthart ( Alberta College of Pharmacists/Canada).

Trago, como contribuição para aqueles que não puderam assistir, alguns pontos relevantes:

Principais aspectos relacionados à implantação da farmácia clínica no exterior

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1) Na experiência destes três farmacêuticos, a evolução da farmácia clínica começa em torno de 1970 e se aperfeiçoa até os dias atuais, com a integralidade da formação do corpo docente das universidades, necessidades de mercado e contínuo aprendizado da legislação de seus respectivos países.

2) Conseguiram ao longo destes anos, demonstrar aos empregadores de iniciativa privada o valor que o farmacêutico possui para agregar valores comerciais às suas instituições. Demonstrou-se com a utilização de gráficos, o aumento da fidelização de pacientes-clientes através dos serviços farmacêuticos e redução de custos para a empresa com otimização de serviços.

3) Na Austrália, existe “homecare” e clínicas multidisciplinares independentes, onde os farmacêuticos interagem com outros profissionais de saúde, tais como: médicos, nutricionistas e fisioterapeutas. Onde se aplicam os ditos serviços.

4) Nos Estados Unidos, o que se observa é um profundo reconhecimento da importância do profissional. Porém, nas conhecidas”drugstores” ainda não há uma remuneração específica direta para o farmacêutico, quanto aos serviços clínicos oferecidos.

5) Em Alberta (Canadá), se estimula a participação politica do profissional em seu país., para que a totalidade da comunidade farmacêutica possa vislumbrar os projetos de serviços farmacêuticos possíveis na forma da lei. O Doutor Greg Eberthart, representante desta área, soube falar com bastante precisão importância. Trouxe como chamarizes a redução de gastos com internação hospitalar pelo ambiente público, a gestão racional da aplicação do dinheiro público para a compra de medicamentos de sua cidade. Foi salutar em mostrar o farmacêutico introduzido à política, trazendo benefícios a seu País e respeito à profissão.

A implantação da farmácia clínica no Brasil pela visão de uma farmacêutica brasileira

Close-up of pharmacist and patient looking at container of medicine

Com essas observações, posso concluir que a conquista do respeito à profissão farmacêutica nestes três países é inegável. Todavia, não se deu da noite para o dia. Entretanto, muito diferente do que pensávamos, demostraram ainda, no ambiente privado, a dificuldade da remuneração mais condizente com a realidade econômica dos seus países.

Mas, os três palestrantes foram taxativos quanto à necessidade da contínua reciclagem profissional para se manter no mercado competitivo, como no caso dos Estados Unidos e Canadá onde os profissionais são submetidos a provas periódicas de avaliação de conhecimento. E mostraram que não adianta lutar contra o sistema e sim pensar maneiras de contribuir para a redução de custos para que futuramente possam lutar por reconhecimento financeiro e profissional.

E agora, como farmacêutica/colunista, penso que a nossa história política e batalha de reconhecimento profissional se iniciaram em 1973 com  a lei 5991, que foi um marco em nossa profissão. Contudo somente hoje, em 2015, após a resolução 586/2013 (Conselho Federal de Farmácia) que normatiza a prescrição farmacêutica. E a lei federal 13021/2014 (que transforma o ambiente de drogarias e farmácias como estabelecimentos de saúde), é que começamos, mesmo que timidamente, a busca por reconhecimento.

Com relação ao retorno financeiro à profissão, vejo que em todas as áreas ainda temos pouco valor agregado, isso se deve, talvez à situação política do país, concorrência acirrada de mercado e, muitas vezes, a bitributação para a contratação de um profissional como nós.

Acho que chegou o momento, não de lutarmos contra o sistema, mas a favor dele, a fim de demonstrar a importância da farmácia clínica no País, reduzir custos para nossos contratantes e agregar valor financeiro. Mas não se esquecer da atenção farmacêutica e o uso racional de medicamentos. Para, quem sabe, talvez, conseguirmos o reconhecimento financeiro. Agora, – como fazer? – Participar de congressos, realizar cursos de extensão e pós graduação em instituições conceituadas são componentes inegáveis a estas questões, além da vivência profissional.

Certa vez, ouvi de um de meus gestores e nunca mais esqueci:

” Para recebemos alguma coisa de volta temos que demostrar que valemos a pena o investimento.”

Fico por aqui e até a próxima!!!!

CONAFARMACongresso Online de Farmácia, vem com a proposta de tornar o conhecimento acessível e dar a possibilidade de participação de um Congresso de nível Nacional, totalmente ONLINE, e Gratuito.

 

Em novembro do ano passado, o CONAFARMA, teve sua 1ª edição que foi um sucesso absoluto, contando com a participação de mais de 25 palestrantes, registrou inscrições de farmacêuticos e estudantes de farmácia de todo o país; ao todo foram 6.959 inscrições.

 

A 2a. edição do CONAFARMA, acontecerá nos dias 22 a 29 de Novembro de 2015. Serão oito dias de palestras gratuitas online com os melhores experts do Brasil, falando sobre: Avanços da Farmácia Clínica, Como aproveitar a Prescrição Farmacêutica para alavancar seu negócio, além de palestras para seu crescimento como farmacêutico (comunicação, liderança, motivação, aumento de rendimentos, empreendedorismo, sucesso profissional, entre outros).

 

“Este modelo de evento se torna ideal e propício para o nosso país e nossa profissão, pois temos grandes distâncias geográficas e uma vida muita atarefada e corrida. Assim, todos os farmacêuticos podem assistir aos palestrantes de renome nacional desde sua casa ou trabalho, através do seu tablet, celular ou computador.”

É com esse pensamento que a farmacêutica e professora MSc. Vanessa Anghinoni idealizou o CONAFARMA. O congresso conta ainda com a participação de farmacêuticos e profissionais da tecnologia da informação. O evento também conta com o apoio de instituições renomadas de todo o país.

 

As inscrições são GRATUITAS, porém limitadas. Para se inscrever é muito simples, basta acessar a Página de Cadastro, e colocar Nome e e-mail. Ao iniciar o congresso o participante receberá no e-mail cadastrado a programação do dia com os links de acesso as salas de transmissão.
Contando com o apoio de mais de 30 palestrantes, o congresso também trará farmacêuticos ligados ao Conselho Federal de Farmácia (CFF) e aos Conselhos Regionais de Farmácia (CRF’s) para esclarecerem dúvidas sobre a legislação.

Público

O congresso é direcionado a todos os farmacêuticos, mesmo os que trabalham em outras áreas, visto que é necessário conhecermos todo nosso âmbito de atuação de maneira ampla; aos estudantes de farmácia, para que aprimorem seus conhecimentos acadêmicos e estejam mais preparados para o novo mercado de trabalho; a todos os profissionais da saúde que desejam entender as novas atribuições do farmacêutico clínico e como elas podem contribuir com a equipe multiprofissional de saúde.

Haverá, ainda, uma área exclusiva no site para patrocinadores do congresso, onde os interessados poderão anunciar sua marca a fim de divulgá-la durante o evento. As empresas, instituições e todos que se interessarem em participar como parceiros, apoiadores, patrocinadores, divulgadores de produtos, entre outros, devem entrar em contato com Vitor Andrade, farmacêutico e coorganizador do CONAFARMA, no email parceiros@conafarma.com.br

Para fazer o cadastro e participar do congresso, obter mais informações, conhecer todos os temas que serão abordados, assim como os palestrantes, acesse o site www.conafarma.com.br

Serviço

Evento: Congresso Nacional de Farmácia – CONAFARMA
Datas: De 22 a 29 de novembro de 2015
Local: Online, na internet
Preço: Gratuito
Inscrições e outras informações: www.conafarma.com.br e contato@conafarma.com.br

Cartaz-Divulgacao-pequeno

Apoio

Farmacêuticas

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Fonte: CONAFARMA – Congresso Nacional de Farmácia

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