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Clínica farmacêutica

A arte de atender o paciente idoso através da organização de medicamentos – Relatos de uma farmacêutica especializada em atendimento ao idoso.

 

Abrindo um parênteses…

Antes de tudo, gostaria de me apresentar, não como colunista da Farmacêuticas, mas como Farmacêutica Personal Care. Assim resolvi me entitular, desde que comecei a árdua estrada de atender pacientes em domicílio.

Em Abril de 2017, engressei ao Grupo Consulte Seu Farmacêutico, farmacêuticos clínicos domiciliares com a vontade de fazer a diferença na sociedade. A proposta é levar serviços farmacêuticos para dentro do ambiente familiar.

No entanto, observa-se que a linguagem mais entendida pelos pacientes é a organização de medicamentos, assim como  a outros profissionais de saúde. Pois, o farmacêutico sempre foi visto de maneira tecnicista, seja na dispensação de medicamentos em hospitais, em drogarias ou na atenção básica. Ou ainda, na elaboração de fórmulas de forma industrial ou artesanal, como na farmácia com manipulação.

No entanto, o cenário farmacêutico começou a mudar sua aplicabilidade  mais expressivamente, quando em 2013 as resoluções 585 e 586 do Conselho Federal de Farmácia (CFF) legitimizaram o consultório farmacêutico e as atribuições clínicas deste profissional.

Sempre sonhei com a farmácia clínica e via este momento se tornar realidade. Desta forma, como sempre atuei na atenção farmacêutica na farmácia comunitária por 14 anos, resolvi que era o momento de buscar novos horizontes. E hoje, me dedico aos pacientes domicliares e a dar palestras e aos cursos de capacitação.

Agora, vamos ao que interessa? Por que a organização de medicamentos?

 

Atendimento ao paciente idoso 

atencao-farmaceutica

Quando chega-se à casa do paciente, encontra-se um idoso polimedicado. Provavelmente com várias doenças interrelacionadas ou não. Um ótimo exemplo é a doença síndrome metabólica, onde de acordo com a NCEP/ATP III (National Cholesterol Education Program and Adults Treatment Panel III) para denominá-la desta forma é necessário ter no mínimo 3 critérios dos itens descriminados a seguir:

Matéria Farmacêuticas_Organização de Medicamentos 3

 

 

Vamos construir um atendimento clínico com a síndrome metabólica para a melhor assimilação?

Supõe-se que o paciente é do sexo feminino, 72 anos, e uma das filhas chama seu atendimento com a seguinte queixa: “Minha mãe está com a pressão alta e já foi há vários cardiologistas, e sempre temos que recorrer à emergência. Ela administra muitas medicações, poderia verificar se alguma está interferindo na outra? Talvez possa ser isso.”

Atendimento/avaliação clínica em 8 etapas:

1. Anamnese

anamnese-paciente-idoso

De acordo com as resoluções 585 e 586 CFF, o farmacêutico deve realizar sua anamnese baseada nas literaturas científicas mais fidedígnas. E a coleta dos sinais e sintomas deve ser registrada em prontuário próprio baseado no modelo SOAP (Subjetive, Objetive, Assentement and Plan)  do Conselho Federal de Farmácia.  O objetivo é organizar as informações coletadas do paciente de forma Subjetiva (S),  Objetiva (O), Avaliativa (A) e com Planjamento (P). Estes itens compõem a documentação do processo de cuidado disponível no site do CFF, acesse o link a seguir para download:

Clique no link para acessar o modelo de prontuário de SOAP do CFF 

Após a conclusão da anamnese, usando as técnicas de semiologia, registra-se os dados relevantes em prontuário. E a partir deste momento, o conhecimento adquirido da prática clínica e mais a literatura irão proporcionar arcabouço para solucionar a queixa da paciente. O resultado da consulta farmacêutica domiciliar na organização de medicamentos pode se desmembrar em alguns braços:

  • Encaminhamento ao profissional de saúde ao qual deseja expor ou compartilhar as informações extraídas do quadro clínico;
  • Pedido de exames para dar suporte ao médico em relação à suspeita de um dignóstico que fuja ao âmbito profissional do farmacêutico;
  • Pedido de exames para corroborar para resolução de problemas autolimitados que estejam dentro da alçada profissional farmacêutica;
  • Prescrição farmacêutica farmacológicas de medicamentos isentos de prescrição e/ou com orientações não farmacológicas;
  • Verificação da existência de interações medicamentosas, de substâncias química e medicamento-alimento;
  • Verificação da cronoterapia;
  • Orientação sobre o armazenamento dos medicamentos;
  • Conciliação medicamentosa;
  • Revisão da farmacoterapia;
  • Orientação sobre o uso racional de medicamentos.

No entanto, no caso proposto para resolução, a paciente é idosa e polimedicada. Ao chegar adentrar ao ambiente domiciliar, constata-se visualmente de que a paciente é possivelmente obesa . Previamente, pelos relatos da família,  sabe-se que possivelmente possui hipertensão grave, uma vez que recorre à emergência com frequência.

Inicia-se a entrevista à paciente e pede-se: todos os exames já realizados, as receitas prescritas para poder averiguar e montar o caso clínico , assim como os medicamentos prescritos e não prescritos.

Dando continuidade, começa-se a semiologia, para construir uma boa anamnese. E de maneira didática, lista-se alguns pontos importantes para que tome corpo este caso hipotético.

Dados objetivos:

  • Exames clínicos de glicemia capilar casual;
  • Índice de massa corporal (IMC);
  • Relação cintura quadril;
  • Aferição da Pressão Arterial (PA);
  • Medição de temperatura corporal.
  • Hidratação da pele;
  • Auscuta pulmonar, se necessário.

Dados subjetivos:

  • Histórico familiar de doença;
  • Histórico de doenças pregressas;
  • Hábitos laborais;
  • Atividade Física;
  • Hábitos Sociais;
  • Medicamentos que utiliza e como utiliza;
  • Como o paciente se sente perante a sua queixa e se existem outras;
  • Hábitos alimentares;
  • Se sente algum tipo de dor e tentar escalonar a dor em números;
  • Relação familiar.

 

2. Avaliação do farmacêutico e relato do paciente

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Neste caso, a paciente é obesa por possuir relação cintura quadril de 95 cm, é diabética por estar com a glicemia casual de 145mg/dl e já administrar metformina 500mg com sidagliptina 50 mg e ao aferir a pressão arterial a mesma estava com 220/110 mmHg no braço direito e 200/100 mmHg no braço esquerdo.

Por estas 3 características, pode-se suspeitar de síndrome metabólica, como já foi descrito acima.

Um fato bastante relevante revelado, sobre os pais da paciente, foi o falecimento por infarto paterno e acidente vascular encefálico materno. O que, provalvelmente, coloca a paciente no grupo de risco para morbidade de infarto.

Relata que sofre de depressão há muitos anos e atualmente está com pânico de sair de casa. Fuma, não bebe e não realiza atividade física. Relata que sua alimentação é balanceada e com muito pouco sal, devido à hipertensão que trata há mais de 30 anos. Sente muita dor de cabeça e palpitação ultimamente. Sente-se cansada ao subir escadas. Relata que chora com frequência sem motivo aparente e sente medo de sair de casa. Administra os medicamentos da manhã  quase todos juntos e os da noite também com o jantar, com exceção do alprazolam, que usa antes de dormir. O ácido acetil salicílico administra no almoço e o omeprazol em jejum com uma meia hora antes de tomar o café. No entanto, sente muita azia. O captopril utiliza toda vez que a pressão sobe. Entretanto, não sabe até quantos comprimidos pode tomar. Relata que só vai com frequência ao cardiologista e ao psiquiatra. Os outros médicos, a paciente não vai há muitos anos.

 

3. Investigação de interação medicamentosa

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Através das receitas médicas obteve-se as listas dos medicametos e suas posologias ( coloquei somente o nome dos príncípios ativos para facilitar a didática, mas lembro que na prática quase todos os medicamentos são prescritos em marcas comerciais):

  • Omeprazol 20 mg em jejum 30 minutos antes do café da manhã
  • Metformina/Sitagliptina 500/50mg 1 comprimido após o café da manhã
  • Amiodarona 200mg 1 comprimido pela manhã e à noite
  • Amitriptilina 25 mg 1 comprimido pela manhã
  • Olmersatana/ Hidroclorptiazida 40/12,5 mg 1 comp pela manhã
  • Cadersatana 8 mg 1 comp pela manhã
  • Captopril 25 mg 1 comp SOS em caso de pressão alta
  • Ácido acetil salicílico 100mg 1 comp no almoço
  • Bisaprolol 5 mg 1 comp à tarde
  • Sinvastatina 20 mg 1 comprimido à noite
  • Alprazolam 0,5 mg 1 comp ao deitar

 

4. Avaliação clínica

Após finalizar todos estes quetionamentos e observações, anota-se no prontuário para subsidiar a avaliação aos olhos clínicos do farmacêutico e o planejamento de cuidado que irá ser aplicado.

Ao analisar os medicamentos prescritos observa-se que não há horários estabelecidos, o que confunde o paciente na hora de administrá-los, podendo ocorrer eventos adversos e interações medicamentosas.

Como já mencionado anteriormente, está dentro das atribuições clínicas do farmacêutico a conciliação medicamentosa, a cronoterapia, verificar as interações medicamentosas, realizar um encaminhamento com revisão de farmacoterapia.

Desta forma, com o caso clínico descrito haverá a necessidade de se realizar a definição dos horários dos medicamentos.  É importante verificar se os medicamentos podem ou não ser administrados com alimento.

5. Avaliação farmacológica

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No entanto, esta gama de medicamentos prescritos existe uma combinação farmacológica não recomendada, que é a prescrição de 1 inibidor da enzima conversora de angiotensina ( IECA – captopril) e 2 bloqueadores do  receptor de receptor de angiotensina ( BRA – olmersatana e candersatana). De acordo com a 7ª diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia, este tipo de associação deve ser evitado, conforme figura abaixo:

Matéria Farmacêuticas_Organização de Medicamentos 4

Portanto, este atendimento domiciliar requer um encaminhamento que conste uma revisão da farmacoterapia, uma organização da cronoterapia, deixando de forma clara ao paciente a maneira e os horários de administração dos medicamentos.

 

6.Encaminhamento ao prescritor

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Coloca-se de forma clara e formal e respeitosa ao prescritor a solicitação da revisão da farmacoterapia e o possível motivo do encaminhamento. Todas as sugestões  ao prescritor devem ser baseadas em evidências científicas sólidas. Entretanto, NUNCA o farmacêutico clínico domiciliar deve alterar a prescrição médica, por mais que entenda que possa estar equivocada. Portanto, é sempre de bom tom se possível um contato telefônico anterior com o prescritor para a confecção do documento.

Desta forma, algumas tomadas de decisão podem compor o encaminhamento aos profissionais competentes:

1) Ao cardiologista:

  • Solicita-se a revisão farmacoterapia dos anti-hipertensivos, devido aos valores de PA registrados durante o atendimento domiciliar.

2) Ao Psiquiatra:

  • Sugere-se revisão da farmacoterapia, pois a paciente relata pânico e muita tristeza.

 

7. Prescrição não farmacológica ao paciente

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  • Prática de exercícios, como caminhada, após liberação do cardiologista.
  • Encaminhar o paciente para a emergência.
  • Sugestão de procurar acompanhamento psicológico.
  • Orientar o uso racional dos medicamentos, como administração correta dos medicamentos, guarda e os horários de administração dos medicamentos.
  • Sugerir procurar o acompanhamento dietético de um nutricionista.
  • Sugerir o acompanhamento de um endocrinologista.
  • Orientar ao retorno dos outros prescritores que deixou de ir há anos para reavaliação.

 

8. Cronoterapia e farmacoterapia

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Vamos ver como ficou a a organização de medicamentos após as alterações realizadas pelos prescritores?

Ao definir os horários, é muito importante saber a rotina e hábitos alimentares do paciente. E após esmiuçar a rotina desde que acorda até se deitar, observe como ficou a distribuição dos medicamentos:

  • Metformina/Sitagliptina 500/50mg 1 comprimido durante o café da manhã às 7:00h
  • Amiodarona 200mg 1 comprimido às 8:00h da manhã e às 20:00h no jantar
  • Amitriptilina 25 mg 1 comprimido às 7:00h manhã
  • Olmersatana/ Hidroclorotiazida 40/12,5 mg 1 comp às 8:00h manhã
  • Besilato de Anlodipino 10 mg às 8:00h manhã
  • Captopril 25 mg 1 comp SOS em caso da pressão alta ser maior ou igual a 160/100mmHg, limitando a tomar 4 por dia. A pressão deve retornar para a valores próximos de 130/85 mmHg. Se não, procurar a emergência. Administrar o captopril de estômago vazio se possível.
  • Ácido acetil salicílico 100mg 1 comp no almoço
  • Bisaprolol 5 mg 1 comp às 14:00h no lanche
  • Sinvastatina 20 mg 1 comprimido na ceia às 22:00h
  • Clonazepam gotas tomar 8 gotas antes de dormir

 

Conclusão

E agora, entendeu porque uma organização de medicamentos não é tão simples? Por isso, querido idoso, ao encontrar dificuldades com a administração dos seus medicamentos, ou sinta efeitos adversos que  possam surgir devido a gama de medicamentos que administra, não exite em seu farmacêutico em casa.

Juliana Antunes – Farmacêutica Clínica Domiciliar

 

Contato (21) 998182433 – Atendimento somente na Cidade de Niterói – Rio de Janeiro – RJ

 

Fontes:

  • PENALVA, D.Q.F., Síndrome metabólica: Diagnóstico e Tratamento. Seção Aprendendo, Revista de Medicina da USP. São Paulo. nº 87, vol.4. Pág. 245-50. Out-Dez 2008.
  • http://www.acc.org/latest-in-cardiology/articles/2014/07/18/16/03/then-and-now-atp-iii-vs-iv
  • http://www.cff.org.br/pagina.php?id=755&menu=695&titulo=Documenta%C3%A7%C3%A3o+do+processo+de+cuidado
  • http://publicacoes.cardiol.br/2014/diretrizes/2016/05_HIPERTENSAO_ARTERIAL.pdf
  • http://www.ulbra.br/upload/177c5c763211ffc3d950bf30dc879c65.pdf

 

 

 

Nos últimos tempos o farmacêutico adquiriu o direito de atuar em novas áreas, como é o caso da farmácia clínica, e com isso a possibilidade de ser incluído como membro de uma equipe multidisciplinar na área da saúde, inclusive, podendo até mesmo ser referenciado por um médico. Dentre as novas possibilidades, destacam-se:

  • Estética
  • Acupuntura
  • Farmácia clínica
  • Assistência domiciliar em equipes multidisciplinares
  • Entre outras (relacionadas no site do CFF)

Com relação à atividade clínica temos alguns exemplos de atuação:

  • Acompanhamento de doenças crônicas
  • Acompanhamento do paciente idoso
  • Acompanhamento de pacientes que desejam emagrecer, em terapia
  • Acompanhamento de pacientes com diabetes

Desta maneira, surgiram novas tendências no leque multiprofissional e alguns possíveis rumos diferentes das práticas habituais designadas aos profissionais farmacêuticos.

 

Farmácia clínica como um aliado do tratamento médico

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Através da Resolução nº  585/2013 – atribuições clínicas do farmacêutico, começou um debate sobre a questão ligada a área de atuação desse profissional.

Podem ser agregados tratamentos medicamentosos ou não à todos os serviços clínicos farmacêuticos, os quais conquistou-se o direito.  A grande questão é:  neste momento temos a oportunidade de participar efetivamente como um profissional da saúde nos aliando aos demais profissionais que sempre tiveram contato de forma direta e atuante com o paciente.

É importante entender o papel do farmacêutico e sua real função dentro do sistema da saúde, pois a nossa missão não é a de disputar espaço com o médico, e muito menos interferir  no tratamento do paciente. A ideia é contribuir para a adesão ao tratamento e  promover a saúde.

Sendo assim, é hora de deixar o o Ego de lado, algo que tem afetado muito à alguns colegas farmacêuticos, e preocupar-se com o que de fato importa: o cuidado com o paciente

Outra questão a ser ressaltada é:  o farmacêutico não deveria de forma solitária trancado em um consultório, isso porque considero o farmacêutico mais um elo da cadeia da cadeia de saúde. Portanto,  deve atuar de forma integrada com os demais profissionais (médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, biomédicos, nutricionistas, etc) com o intuito único de promover a saúde e garantir um tratamento eficaz para o paciente.

Seria importante que o farmacêutico entendesse que não deveria brigar por espaço com o médico, principalmente, e sim entender que possui a oportunidade  de fazer a diferença integrando uma equipe multidisciplinar de saúde (algo inédito até então para nós farmacêuticos) e realmente fazer a diferença na saúde brasileira.

Não estamos aqui para dividir, e sim para somar.

 

Dificuldades do Consultório Farmacêutico

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O profissional que assumir um consultório clínico terá muitas dificuldades no início de seu projeto, entre elas:

  1. Como conseguir pacientes?
  2. Como fazer com que os pacientes entendam a necessidade da consulta farmacêutica?
  3. Quanto cobrar por esta consulta?
  4. Como ser indicado por um plano de saúde?
  5. Como regularizar a profissão, visto que não existe CNAE  (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), para obtenção da licença frente à Vigilância, e para que o farmacêutico possa emitir uma nota fiscal de seus serviços?
  6. Como ser referenciado por um médico?
  7. Como o farmacêutico pode fazer parte de uma equipe multidisciplinar de saúde?

Apesar da ideia do farmacêutico ter seu próprio consultório ser linda, as dificuldades encontradas para que o projeto dê certo são grandes. É importante não exista ilusão.

No entanto, trarei algumas diretrizes, e até mesmo  um caso de sucesso para que o farmacêutico tenha êxito na condução de seu projeto na farmácia clínica:

 

Uma grande ideia: Inserção do farmacêutico na equipe multidisciplinar de saúde

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Diante de tantas possibilidades, seja através de consultórios varejistas, consultórios independentes, ou dentro de clínicas de saúde multidisciplinares,  é importante que o farmacêutico entenda o seu papel, e também compreenda a necessidade de participar, e de integrar uma equipe multidisciplinar, na qual necessitarão da estreita relação profissional com toda a equipe presente, inclusive

o médico

.

Porque dei um destaque ao médico?

Penso que para que os profissionais farmacêuticos sejam inseridos em qualquer equipe multidisciplinar, estes devem ter humildade, e saber trabalhar em equipe.  E não disputar por conhecimento e espaço, pois cada um tem seu grau de importância dentro da saúde. E a consulta farmacêutica é uma área a ser explorada e que  precisa ser orquestrada  em harmonia com os outros profissionais, inclusive os médicos.

E agora você deve estar se perguntando, mas como participar de uma equipe multidisciplinar?

E qual o meu papel?

É possível?

A resposta é sim. E existem casos de sucesso, mas exemplifico um como mostrarei em seguida…

 

Caso de sucesso de farmacêuticas em clínicas multidisciplinares

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Um caso real e de sucesso foram das Dra. Deborah Marques CRFRJ 4804 e Dra. Liziene Arruda CRFRJ 11116 que atuam com consulta farmacêutica na saúde do idoso em Clínica especializada no  Rio de Janeiro.

Nesta matéria irei exibir a experiência destas farmacêuticas pioneiras  que através deste tipo de serviço especializado, atuam numa perspectiva interprofissional e integral de saúde do idoso.

Passo-a-passo do sucesso na clínica farmacêutica

1. Inserção do farmacêutico

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A inserção do farmacêutico é o início de um desafio maior, o reconhecimento por mais profissionais prescritores.  E é o que as farmacêuticas já começaram a realizar. A consulta farmacêutica ofertada pelas profissionais abrange 3  serviços.

Para prospectar seu trabalho, as farmacêuticas agendam um encontro com médicos de outras especialidades para apresentar os serviços ofertados, conforme o folder abaixo:


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2. O despertar do interesse médico e encaminhamento do paciente

O médico, diante desta nova possibilidade de atuação na área da saúde, entende a necessidade e a importância do farmacêutico na adesão do tratamento pelo paciente.

Assim, o médico especialista ao detectar algum problema relacionado com o medicamento com seu paciente pode recorrer ao auxílio dos serviços ofertados, bem como encaminhar seu paciente para os cuidados farmacêuticos.

3. Farmácia clínica: Anamnese

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Após o encaminhamento do médico, inicia-se a etapa do tratamento sob os cuidados do farmacêutico.

Alguns exemplos de serviços clínicos iniciais estão exemplificados abaixo:

  1. Acompanhamento dos resultados terapêuticos
  2. Organização de medicamentos
  3. Orientação ao paciente quanto ao uso de dispositivos inalatórios e aparelhos de medições.

Na primeira consulta, todos os serviços enfatizam na coleta de informações relacionado a rotina do paciente, uso e acesso ao medicamento, pois o prontuário do paciente é multiprofissional. Assim, por meio de um software especializado, os dados do paciente são inseridos e o farmacêutico tem acesso a todas as informações coletadas nas consultas de todos os outros profissionais da equipe.

Abaixo tem-se um exemplo de flyer para divulgação dos serviços farmacêuticos distribuído aos pacientes:

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4. Clínica Farmacêutica: Consulta

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As consultas farmacêuticas, preferencialmente, devem ser registradas por meio de software especializado. O registro dos dados deve ser completo de tal forma que possibilite:

  • Agendar as consultas
  • Registrar o atendimento farmacêutico no prontuário multiprofissional – coleta de informações do paciente, desde a rotina de uso do medicamento, dificuldades relacionadas à administração e uso, entre outras informações;
  • Arquivar exames laboratoriais e de imagem;
  • Permitir que os outros profissionais acompanhem todas as informações o que foram coletadas na consulta pelo farmacêutico.

A duração da consulta farmacêutica pode variar de 30 minutos a 1 hora. E o número de consultas irá depender do quadro clínico de saúde do paciente.

 

5. Farmácia clínica: Inserção do farmacêutico na gerontologia

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Na gerontologia há preocupação em compreender melhor o processo de envelhecimento, em torno da atenção integral e a demanda de saúde do idoso, em seu contexto global. Torna-se imprescindível a presença de diversas áreas profissionais que, em equipe, se completam e tomam decisões em conjunto. Nesta perspectiva as farmacêuticas Deborah e Liziene buscam a excelência no cuidado ao idoso e integração de conhecimento interprofissional, a fim de assegurar às necessidades de saúde cada indivíduo.

Sobre as farmacêuticas

Por quase 8 anos, as profissionais entrevistadas buscaram um espaço que pudessem desenvolver a proposta de serviços farmacêuticos numa perspectiva interdisciplinar. A equipe médica reconhecem a importância da inserção do farmacêutico na equipe multiprofissional devido aos inúmeros problemas relacionados com os medicamentos detectados nas consultas multiprofissionais. Parte dos profissionais de saúde relata a necessidade do conhecimento técnico e clínico do farmacêutico para alcançar melhores resultados na proteção e cuidado do idoso. É sabido que o idoso demanda por inúmeras situações de saúde. Por conta disso, o campo da gerontologia reconhece que uma única área profissional não dará conta de toda a demanda de saúde do idoso.

Portanto, o conteúdo desta matéria, independente de todas as dificuldades a serem traçadas pelo profissional farmacêutico na busca por espaço e sucesso dentro da farmácia clínica, é possível e real se trabalhar de forma multidisciplinar.

 

Conclusão

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Como mostramos no decorrer da matéria, não é hora de disputar espaço ou mesmo brigar por questões ligadas somente ao ego.

Temos uma excelente oportunidade de participar de uma equipe multidisciplinar e contribuir diretamente com a saúde do paciente.

Não podemos exigir a valorização e respeito, e sim mostrarmos que somos dignos de tal reconhecimento, pois fazemos por merecer.

Diante do “case” de sucesso exposto, fica a dica para que os colegas farmacêuticos, busquem se aliar aos demais profissionais da saúde para somar conhecimento e realmente fazer a diferença na saúde brasileira.

 

Abaixo seguem algumas referências de legislação para os profissionais que desejem desbravar a área de farmácia clínica, devem se aprofundar e nortear os seus caminhos:

Referências

Resolução 585/2013 – atribuições clínicas do farmacêutico
Lei 13021/14 –  Dispõe o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas.
Fonte:

·        Farmácia clínica:  Site CFF: Áreas disponíveis de atuação: http://www.cff.org.br/pagina.php?id=87&titulo=%C3%81reas+de+atua%C3%A7%C3%A3o

Artigo inédito criado exclusivamente para o Portal Farmacêuticas. Permitida a divulgação desde que citado as fontes e créditos do autor e do site.

 

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