Óleo de Coco e suas propriedades

Óleo de Coco e suas propriedades

O óleo de coco está em alta e conquistou o cardápio dos adeptos à dietas balanceadas ou simplesmente “fit”. Com promessas milagrosas de emagrecimento, entre outros efeitos coajuvantes para o tratamento de beleza, hoje ele é o queridinho daqueles que buscam um visual mais enxuto (slim).

Mas você conhece as reais propriedades do óleo?

São verdades todas estas promessas de emagrecimento e beleza?

Confira os benefícios e os malefícios do óleo de coco:

 

Um pouco sobre o óleo de coco

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O óleo de coco é extraído do coco, um fruto pertencente à família das Arecaceae gênero e espécie Cocos nucifera L. Possui em sua composição química Ácidos Graxos de cadeia Média (triglicerídeos de cadeia média – TCM), que apesar de serem gorduras saturadas, são de fácil metabolização pelo organismo. Além de sofrerem menos oxidação, tanto no ambiente como no nosso organismo.

A composição química óleo de coco é constituída por:

  • Ácido cáprico
  • Ácido caprílico
  • Ácido capróico
  • Ácido láurico
  • Ácido mirístico
  • Ácido palmítico
  • Ácido palmitoleico
  • Ácido esteárico
  • Ácido oleico
  • Ácido linoleico

O coco pode ser considerado um alimento rico em nutrientes.

 

Principais nutrientes do óleo de coco

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Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos

 

Benefícios do Óleo de Coco

O óleo de coco possui diversas propriedades benéficas:

  • Antioxidante;
  • Antifúngico;
  • Antibacteriano;
  • Calmante;
  • Condicionante;
  • Desintoxicante;
  • Emoliente;
  • Condicionante
  • Hidratante;

Com todos essas características, o óleo de coco tem sido explorado com abundância!

Nos cabelos diminui caspa e umecta os fios capilares, na pele alivia queimaduras e auxiliam na cicatrização, e em níveis glicêmicos tende a aumentar o bom colesterol (HDL) no sangue.

 

Óleo de coco e sua bioquímica

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Segundo um estudo publicado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, o coco e o óleo de coco são importantes fontes naturais de gorduras saturadas, especialmente de ácido láurico* (C12:0). O ensaio clínico mostrou redução da relação LDL:HDL, aumento do HDL. Em relação à dislipidemia, sabe-se que gorduras sólidas saturadas ricas em ácido láurico resultam em perfil lipídico mais favorável em relação aos demais tipos de gorduras saturadas, especialmente ácido mirístico e palmítico, o ácido láurico apresenta maior poder em elevar LDL, bem como HDL.

*O ácido láurico é um componente importante do leite materno humano e auxilia no fortalecimento imunológico do recém-nascido, possui a capacidade de aumentar o sistema imunológico pela ativação da liberação de uma substância (interleucina 2), que faz a medula óssea fabricar mais células brancas de defesa, o que torna benéfico para pessoas que apresentam imunidade baixa, com doenças tipo AIDS** e Câncer. Além disso, os óleos láuricos agem como antiinflamatórios pela inibição da síntese local de prostaglandinas (PGE2) e interleucina 6 que são substâncias pró-inflamatórias presentes em quadros reumáticos, artrites e inflamações musculares. Esse ácido também possui potencial nas atividades antivirais e antibacterianas.

**Outro estudo clínico demonstrou que o óleo de coco possui propriedades antimicrobianas e antivirais, e também está sendo utilizado no tratamento de pacientes com AIDS, devido a proporcionar a redução da carga viral das células humanas.

Os níveis elevados de Lp (Lipoproteína A) no sangue tendem a gerar riscos no desenvolvimento de doença aterosclerótica, os triglicerídeos de cadeia média contidos no óleo de coco, auxiliam na redução nos níveis de Lp e atuam na prevenção de doença inflamatória crônica caracterizada pela formação de ateromas dentro dos vasos sanguíneos.

 

Óleo de coco para o corpo e saúde

O óleo de coco auxilia:

  • Aumento da imunidade;
  • Aumento dos níveis de energia;
  • Reduz a circunferência abdominal;
  • Previne contra a obesidade e doenças inflamatórias;
  • Aumenta a capacidade antioxidante do organismo;
  • Reduz os níveis de colesterol e de triglicerídeos, evitando riscos cardiovasculares;
  • Suplementação alimentar que ajuda a atenuar doenças da tireoide e má digestão;
  • Possui propriedades: calmante, condicionante, emoliente, hidratante, antioxidante, umectante.

Outro fato interessante sobre o óleo de coco é que apesar de ser uma gordura, ela realmente promove a perda de peso. Devido sua composição saudável de ácidos graxos de cadeia média, estes não circulam no sangue como outras gorduras, mas são enviados diretamente para o fígado, onde eles são convertidos em energia, como carboidratos. Assim, o corpo utiliza a gordura para produzir energia, ao invés de ser armazenada como gordura corporal.

Além de todos esses benefícios, o óleo de coco está sendo inserido como suplemento na dieta como auxiliar em algumas doenças concomitantemente ao tratamento com alopatias.

  • Osteoporose: doença causada pela fraqueza dos ossos devido ao envelhecimento, quadro ocasionado pela diminuição da produção de estrogênio (hormônio responsável pelo desenvolvimento do corpo). O óleo de coco possui compostos antioxidantes que revertem à deficiência desse estrogênio.
  • Diabetes: doença desenvolvida devido ao desequilíbrio dos níveis de glicose (açúcar no sangue), no qual a célula tende a absorver menos a glicose. Os triglicérides de cadeia média presente na estrutura do óleo de coco protegem contra a resistência à insulina, permitindo uma produção eficiente.
  • Alzheimer: doença genética progressiva que ocasiona a perda de funções cognitivas. Pacientes com essa doença possuem menor capacidade em transformar a glicose em energia, mas o óleo de coco proporciona o aumento de energia.

 

Óleo de coco como cosmético

Na pele o óleo de coco proporciona nutrição, especialmente em peles muito ressecadas devido a sua composição ser provida 100% por ácidos graxos e lipídeos.

O óleo constitui uma barreira protetora para manter a umidade e penetrar nas camadas mais profundas da pele, o que auxilia na manutenção dos tecidos conjuntivos fortes e flexíveis. É facilmente absorvido na pele, ajudando a reduzir a aparência de linhas finas e rugas.

Sua aplicação é indicada para dermatite e eczema, usado nas regiões secas e descamadas, do corpo como na perna, antebraço e até no rosto se a pele estiver muito ressecada.

Este óleo atua como um emoliente, eficiente no tratamento de erupções na pele dos recém-nascidos ou qualquer erupção vermelha, causado por irritação ou tempo seco.

O óleo de coco deve ser aplicado antes de dormir e por ser rico em ácido láurico e conter ação antisséptica, pode ser usado em rachaduras e micose, por exemplo.

Nos cabelos, o óleo de coco tem propriedade de hidratação, nutrição, umectação e promove maciez profunda.

 

 

Óleo de coco nos alimentos

O óleo de coco foi adotado por diversas pessoas em sua dieta para emagrecer, entretanto foi questionado quanto à eficácia nutricional. Com isso, foi realizada uma pesquisa que explica que o óleo de possui a função termogênica que acelera o funcionamento do organismo, dessa forma aumenta a queima da gordura e diminui a gordura abdominal.

Não se deve consumir o óleo de coco exclusivamente, ele deve ser acrescentado a uma alimentação saudável. Pode ser usado no preparo de bolos, pães, saladas, e ao cozinhar.

Existem muitas marcas do óleo de coco, e muitos tipos de coco, tem o coco hidrogenado, entre outros. O que importa é que seja extravirgem, prensado a frio, não refinado, produto 100% origem vegetal, sem glúten e produto vegano.

 

 Dosagem e Modo de usar

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Possui alto valor calórico: 1 colher de sopa equivale a 100 kcal/ 462 Kj.

Uso interno

  • Óleo extra virgem: 30 a 45 mL ao dia;
  • Pó: dissolver 5 g (1 colher de chá) de óleo de coco em pó em água ou líquido de sua preferência uma vez ao dia;
  • Cápsula Oleosa: Tomar 2 cápsulas, 2 vezes ao dia antes das principais refeições com água.

 

Uso externo

  • Óleo extra virgem: 3 a 10% em fitocosméticos.

 

Recomendações Farmacotécnicas

O óleo de coco quando armazenado abaixo de 25°C pode se solidificar. Para retornar o seu estado líquido recomenda-se aquecer em banho-maria ou deixar exposto em ambiente quente.

 

 

Precauções

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Profissionais da saúde especializados em endocrinologia afirmam que ingerir o óleo de coco em excesso faz mal como qualquer outro óleo.

O consumo do óleo de coco por pacientes que apresentam quadros de doenças no fígado e cirrose deve evitar o consumo, pois este pode sobrecarregar o fígado devida a presença dos ácidos graxos.

 

 

Orientação farmacêutica

coconut-oil-skinAlgumas pessoas relatam que o consumo o óleo de coco acarreta erupções na pele (como espinhas), nesse caso, o aconselhável é diminuir ou suspender totalmente o consumo do óleo.

O paciente deve observar como seu organismo reage diante ao consumo do óleo de coco, pois cada metabolismo funciona de uma forma.

 

GLOSSÁRIO

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Ácidos graxos: é formado por cadeias de átomos de carbono que se ligam a átomos de hidrogênio com um radical ácido em uma de suas extremidades. São consumidos através da alimentação e utilizados pelo organismo como fonte de energia. Cerca de 40% do total da necessidade diária de ácidos graxos são obtidos na dieta.

Dislipidemia: caracterizada pela presença de níveis elevados de lipídios (gorduras) no sangue.

Gordura saturada: não há ligação dupla entre dois átomos de carbono vizinhos numa cadeia de ácido graxo, a cadeia é totalmente saturada com átomos de hidrogênio. É um tipo de gordura presente nos alimentos.

Oxidação: refere a mecanismos de corrosão existentes, relacionado à ação do oxigênio na água ou no ar atmosférico. Ocorre a transferência de elétrons entre os átomos.

REFERÊNCIAS

Costantini, L.C, et al. Hypometabolism as a therapeutic target in Alzheimer’s disease. BMC Neuroscience, 2008.

Fabian Laszlo. A importância do óleo de coco, ácido láurico. Toque Ativo. Niterói, Rio de Janeiro, 2017.

Florien. Óleo de Coco. Piracicaba, São Paulo, 2016.

Hayatullina, Z., et al. Virgin Coconut Oil Supplementation Prevents Bone Loss n Osteoporosis Rat Model. Evidence Based Complementary and Alternative Medicine, 2012.

Óleo de coco. 10 benefícios dientificamente comprovados do óleo de coco. Oleodecoco.org. <acessado em: 22/05/2017>.

Santos R.D., et al. I Diretriz sobre o consumo de gorduras e saúde cardiovascular. Arq. Bras. Cardiol. vol. 100 no.1, São Paulo, Jan. 2013.

Silva, R., et.al. Efeitos da suplementação dietética com óleo de coco no perfil lipídico e cardiovascular de indivíduos dislipidêmicos. Brasília médica. Associação médica de Brasília, 2007.

 

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1 COMENTÁRIO

  1. Prezada farmacêutica, gostaria de saber sobre a composição de glicina e de sarcosina (N-metilglicina) no óleo de coco.

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