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Juliana Antunes

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Farmacêutica graduada em Farmácia Industrial pela UFRJ, em 1998 e Pós-graduada em Docência Superior, pelo “Instituto A Vez do Mestre” - Filiada à Universidade Cândido Mendes, 2008. Pós-graduanda em Farmacologia Clínica e Prescrição Farmacêutica pelo Centro Universitário Celso Lisboa com formação prevista para 2018. Experiência em docência de farmacologia para alunos de curso técnico de enfermagem e atuante como propagandista médica na área de farmácia com manipulação, e como Farmacêutica gerente e responsável técnica na preparação de formulações sólidas em outra empresa do mesmo ramo. Experiência ampla, graças aos 14 anos dedicados a cuidar diretamente do paciente; oferecendo orientação farmacêutica, gestão de estoque, capacitação de balconistas quanto noções técnicas farmacêuticas e de farmacêuticos recém-contratados quanto à deontologia e captação de clientes. Fomentando valores, tais como: marketing e vendas e, em paralelo, o uso racional de medicamentos e conscientização da equipe de vendas como promotores de saúde. Iniciante na área de farmácia comunitária em 2002, tendo sido premiada em 2004 e 2011 como destaque na rede varejista Droga Raia onde atuava. Em 2017 findou-se a jornada em mais uma grande empresa varejista Drogarias Pacheco, onde atuava desde 2013 no mesmo segmento. Busca por aprimoramento contínuo, em uma área tímida, denominada Farmácia Clínica; onde os principais valores, como profissional dessa área, estão nas experiências compartilhadas com colegas, em palestras, experiências in loco com os pacientes e cursos que participo, me fazem cada vez mais desbravadora da profissão. Também, a leitura de novas informações em: farmacologia, sociologia, marketing, deontologia e farmacoeconomia, enriquece o meu saber. Como farmacêutica, estimuladora da arte de pensar e colunista da “farmacêuticas.com”, deixo uma citação, para retratar como nós farmacêuticos devemos nos reinventar, para sobreviver no mercado e, ao mesmo tempo, nunca - jamais e em tempo algum - esquecer da saúde e bem-estar de nossos pacientes. Conceitos arraigados em nosso código de ética. “A verdade é que os setores jamais ficam estacionados. Estão sempre em evolução. As operações tornam-se mais eficientes, os mercados se expandem e os atores chegam e vão embora." (A estratégia do Oceano Azul - como criar mercados novos e tornar a concorrência irrelevante - W.Chan Kim e Renée Maouborgne,- Rio de Janeiro: Elsevier, p.6, 2005).

Vocês sabiam que a Eurofarma agora ensina ao consumidor a como descartar as cartelas (blísters) dos comprimidos de azitromicina sem que estes tragam contaminação ao meio ambiente?

Todo medicamento em  comprimido é composto por 2 embalagens: a primária e a secundária. A embalagem primária é aquela que entra em contato com a forma farmacêutica, portanto pode estar contaminada ao ser descartada no lixo doméstico. Já a embalagem secundária (cartucho) é aquela que envolve a embalagem primária.

Com relação a esta, não há o menor problema em relação ao descarte e preocupação com a contaminação ambiental, pois  é embalagem reciclável de palelão.

A Eurofarma, na parte interna de sua embalagem secudária, traz informações cruciais ao consumidor quanto a neutralizar os resíduos da embalagem primária, antes de descartar no lixo doméstico.

Vamos às orientações?

1) Colocar as eventuais sobras de comprimidos e a cartela vazia num reciepiente de 250 ml.

2) Adionar 2 colheres de sopa de água oxiginada 10 volumes em 200 ml de água.

3) Manter a cartela e os eventuais comprimidos de sobra mergulados por 20 minutos nesta solução.

4) Passado este tempo, retirar a cartela e enxaguar com a água corrente.

Este procedimento garante a descontaminação do alumínio para envio da coleta seletiva doméstica e impede a contaminação do meio ambiente.

A solução, produzida neste processo, pode ser descartada na rede de esgoto comum da residência, pois não oferece mais risco e nem promoverá seleção de bactérias resistentes no meio ambiente.

Sugere-se que o material utilizado para fazer o processo seja descartado.

Viu como e fácil? E você contribuirá  não só para o meio ambiente, mas também ajudará a diminuir a proliferação e seleção de superbactérias, uma preocupação muito grande atualmente.

Reação da água oxigenada com a Azitromicina

azitromicina-agua-oxigenada-2

Agora, como farmacêutica, fiquei curiosa como esta reação com a água oxigenada poderia tornar a azitromicina inativa, a ponto de poder ser descartada no meio ambiente. E fui pesquisar… Desta maneira observe a molécula da azitromicina:

Azithromycin_structure.svg

A molécula de peróxido de hidrogênio ( H2O2) ou mais conhecida como água oxigenada pode inativar a molécula de azitromicina por processo oxidativo avançado com ou sem exposição aos raios ultra-violeta, segundo trabalho demonstrado pelos autores TEIXEIRA e JARDIM  em 2004 no laboratório de química ambiental da Unicamp . Neste caso orientado pela Eurofarma seria sem exposição ao raio ultra-violeta. No entanto, como temos nossa camada de ozônio (O3) e a combinação da exposição ao H2O2, temos um sistema típico de processo oxidativo avançado sem irradiação.

Esses processos consistem em transformar a grande maioria dos contaminantes em dióxido de carbono, água e ânions inorgânicos, através de reação de degradação que envolvem  espécies transitórias oxidantes principalmente os radicais hidroxila. Os radicais hidroxilas podem ser gerados através de oxidantes fortes, como é o caso do peróxido de hidrogênio.

Depois disso, sanei minha curiosidade e sem medo de ser feliz… com comprovada segurança, descarte a solução gerada após a  descontaminação dos blisters de azitromicina na rede de esgoto da sua residência . E as cartelas, agora sim, podem ser elininadas normalmente no seu lixo doméstico.

Agora que você já sabe como descartar a azitromicina sem danos ao meio ambiente… tenha uma atitude sustentável ao nosso planeta. Se cada um  fizer o correto, menos lençois freáticos serão contaminados, menos animais dos quais nos alimentamos também e menos bactérias resistentes aparecerão.

Fico por aqui e até a próxima!!!

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Fonte

  • http://lqa.iqm.unicamp.br/cadernos/caderno3.pdf
  • http://conic-semesp.org.br/anais/files/2015/trabalho-1000019744.pdf
  • Eurofarma

A arte de atender o paciente idoso através da organização de medicamentos – Relatos de uma farmacêutica especializada em atendimento ao idoso.

 

Abrindo um parênteses…

Antes de tudo, gostaria de me apresentar, não como colunista da Farmacêuticas, mas como Farmacêutica Personal Care. Assim resolvi me entitular, desde que comecei a árdua estrada de atender pacientes em domicílio.

Em Abril de 2017, engressei ao Grupo Consulte Seu Farmacêutico, farmacêuticos clínicos domiciliares com a vontade de fazer a diferença na sociedade. A proposta é levar serviços farmacêuticos para dentro do ambiente familiar.

No entanto, observa-se que a linguagem mais entendida pelos pacientes é a organização de medicamentos, assim como  a outros profissionais de saúde. Pois, o farmacêutico sempre foi visto de maneira tecnicista, seja na dispensação de medicamentos em hospitais, em drogarias ou na atenção básica. Ou ainda, na elaboração de fórmulas de forma industrial ou artesanal, como na farmácia com manipulação.

No entanto, o cenário farmacêutico começou a mudar sua aplicabilidade  mais expressivamente, quando em 2013 as resoluções 585 e 586 do Conselho Federal de Farmácia (CFF) legitimizaram o consultório farmacêutico e as atribuições clínicas deste profissional.

Sempre sonhei com a farmácia clínica e via este momento se tornar realidade. Desta forma, como sempre atuei na atenção farmacêutica na farmácia comunitária por 14 anos, resolvi que era o momento de buscar novos horizontes. E hoje, me dedico aos pacientes domicliares e a dar palestras e aos cursos de capacitação.

Agora, vamos ao que interessa? Por que a organização de medicamentos?

 

Atendimento ao paciente idoso 

atencao-farmaceutica

Quando chega-se à casa do paciente, encontra-se um idoso polimedicado. Provavelmente com várias doenças interrelacionadas ou não. Um ótimo exemplo é a doença síndrome metabólica, onde de acordo com a NCEP/ATP III (National Cholesterol Education Program and Adults Treatment Panel III) para denominá-la desta forma é necessário ter no mínimo 3 critérios dos itens descriminados a seguir:

Matéria Farmacêuticas_Organização de Medicamentos 3

 

 

Vamos construir um atendimento clínico com a síndrome metabólica para a melhor assimilação?

Supõe-se que o paciente é do sexo feminino, 72 anos, e uma das filhas chama seu atendimento com a seguinte queixa: “Minha mãe está com a pressão alta e já foi há vários cardiologistas, e sempre temos que recorrer à emergência. Ela administra muitas medicações, poderia verificar se alguma está interferindo na outra? Talvez possa ser isso.”

Atendimento/avaliação clínica em 8 etapas:

1. Anamnese

anamnese-paciente-idoso

De acordo com as resoluções 585 e 586 CFF, o farmacêutico deve realizar sua anamnese baseada nas literaturas científicas mais fidedígnas. E a coleta dos sinais e sintomas deve ser registrada em prontuário próprio baseado no modelo SOAP (Subjetive, Objetive, Assentement and Plan)  do Conselho Federal de Farmácia.  O objetivo é organizar as informações coletadas do paciente de forma Subjetiva (S),  Objetiva (O), Avaliativa (A) e com Planjamento (P). Estes itens compõem a documentação do processo de cuidado disponível no site do CFF, acesse o link a seguir para download:

Clique no link para acessar o modelo de prontuário de SOAP do CFF 

Após a conclusão da anamnese, usando as técnicas de semiologia, registra-se os dados relevantes em prontuário. E a partir deste momento, o conhecimento adquirido da prática clínica e mais a literatura irão proporcionar arcabouço para solucionar a queixa da paciente. O resultado da consulta farmacêutica domiciliar na organização de medicamentos pode se desmembrar em alguns braços:

  • Encaminhamento ao profissional de saúde ao qual deseja expor ou compartilhar as informações extraídas do quadro clínico;
  • Pedido de exames para dar suporte ao médico em relação à suspeita de um dignóstico que fuja ao âmbito profissional do farmacêutico;
  • Pedido de exames para corroborar para resolução de problemas autolimitados que estejam dentro da alçada profissional farmacêutica;
  • Prescrição farmacêutica farmacológicas de medicamentos isentos de prescrição e/ou com orientações não farmacológicas;
  • Verificação da existência de interações medicamentosas, de substâncias química e medicamento-alimento;
  • Verificação da cronoterapia;
  • Orientação sobre o armazenamento dos medicamentos;
  • Conciliação medicamentosa;
  • Revisão da farmacoterapia;
  • Orientação sobre o uso racional de medicamentos.

No entanto, no caso proposto para resolução, a paciente é idosa e polimedicada. Ao chegar adentrar ao ambiente domiciliar, constata-se visualmente de que a paciente é possivelmente obesa . Previamente, pelos relatos da família,  sabe-se que possivelmente possui hipertensão grave, uma vez que recorre à emergência com frequência.

Inicia-se a entrevista à paciente e pede-se: todos os exames já realizados, as receitas prescritas para poder averiguar e montar o caso clínico , assim como os medicamentos prescritos e não prescritos.

Dando continuidade, começa-se a semiologia, para construir uma boa anamnese. E de maneira didática, lista-se alguns pontos importantes para que tome corpo este caso hipotético.

Dados objetivos:

  • Exames clínicos de glicemia capilar casual;
  • Índice de massa corporal (IMC);
  • Relação cintura quadril;
  • Aferição da Pressão Arterial (PA);
  • Medição de temperatura corporal.
  • Hidratação da pele;
  • Auscuta pulmonar, se necessário.

Dados subjetivos:

  • Histórico familiar de doença;
  • Histórico de doenças pregressas;
  • Hábitos laborais;
  • Atividade Física;
  • Hábitos Sociais;
  • Medicamentos que utiliza e como utiliza;
  • Como o paciente se sente perante a sua queixa e se existem outras;
  • Hábitos alimentares;
  • Se sente algum tipo de dor e tentar escalonar a dor em números;
  • Relação familiar.

 

2. Avaliação do farmacêutico e relato do paciente

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Neste caso, a paciente é obesa por possuir relação cintura quadril de 95 cm, é diabética por estar com a glicemia casual de 145mg/dl e já administrar metformina 500mg com sidagliptina 50 mg e ao aferir a pressão arterial a mesma estava com 220/110 mmHg no braço direito e 200/100 mmHg no braço esquerdo.

Por estas 3 características, pode-se suspeitar de síndrome metabólica, como já foi descrito acima.

Um fato bastante relevante revelado, sobre os pais da paciente, foi o falecimento por infarto paterno e acidente vascular encefálico materno. O que, provalvelmente, coloca a paciente no grupo de risco para morbidade de infarto.

Relata que sofre de depressão há muitos anos e atualmente está com pânico de sair de casa. Fuma, não bebe e não realiza atividade física. Relata que sua alimentação é balanceada e com muito pouco sal, devido à hipertensão que trata há mais de 30 anos. Sente muita dor de cabeça e palpitação ultimamente. Sente-se cansada ao subir escadas. Relata que chora com frequência sem motivo aparente e sente medo de sair de casa. Administra os medicamentos da manhã  quase todos juntos e os da noite também com o jantar, com exceção do alprazolam, que usa antes de dormir. O ácido acetil salicílico administra no almoço e o omeprazol em jejum com uma meia hora antes de tomar o café. No entanto, sente muita azia. O captopril utiliza toda vez que a pressão sobe. Entretanto, não sabe até quantos comprimidos pode tomar. Relata que só vai com frequência ao cardiologista e ao psiquiatra. Os outros médicos, a paciente não vai há muitos anos.

 

3. Investigação de interação medicamentosa

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Através das receitas médicas obteve-se as listas dos medicametos e suas posologias ( coloquei somente o nome dos príncípios ativos para facilitar a didática, mas lembro que na prática quase todos os medicamentos são prescritos em marcas comerciais):

  • Omeprazol 20 mg em jejum 30 minutos antes do café da manhã
  • Metformina/Sitagliptina 500/50mg 1 comprimido após o café da manhã
  • Amiodarona 200mg 1 comprimido pela manhã e à noite
  • Amitriptilina 25 mg 1 comprimido pela manhã
  • Olmersatana/ Hidroclorptiazida 40/12,5 mg 1 comp pela manhã
  • Cadersatana 8 mg 1 comp pela manhã
  • Captopril 25 mg 1 comp SOS em caso de pressão alta
  • Ácido acetil salicílico 100mg 1 comp no almoço
  • Bisaprolol 5 mg 1 comp à tarde
  • Sinvastatina 20 mg 1 comprimido à noite
  • Alprazolam 0,5 mg 1 comp ao deitar

 

4. Avaliação clínica

Após finalizar todos estes quetionamentos e observações, anota-se no prontuário para subsidiar a avaliação aos olhos clínicos do farmacêutico e o planejamento de cuidado que irá ser aplicado.

Ao analisar os medicamentos prescritos observa-se que não há horários estabelecidos, o que confunde o paciente na hora de administrá-los, podendo ocorrer eventos adversos e interações medicamentosas.

Como já mencionado anteriormente, está dentro das atribuições clínicas do farmacêutico a conciliação medicamentosa, a cronoterapia, verificar as interações medicamentosas, realizar um encaminhamento com revisão de farmacoterapia.

Desta forma, com o caso clínico descrito haverá a necessidade de se realizar a definição dos horários dos medicamentos.  É importante verificar se os medicamentos podem ou não ser administrados com alimento.

5. Avaliação farmacológica

medicamentos-copia

No entanto, esta gama de medicamentos prescritos existe uma combinação farmacológica não recomendada, que é a prescrição de 1 inibidor da enzima conversora de angiotensina ( IECA – captopril) e 2 bloqueadores do  receptor de receptor de angiotensina ( BRA – olmersatana e candersatana). De acordo com a 7ª diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia, este tipo de associação deve ser evitado, conforme figura abaixo:

Matéria Farmacêuticas_Organização de Medicamentos 4

Portanto, este atendimento domiciliar requer um encaminhamento que conste uma revisão da farmacoterapia, uma organização da cronoterapia, deixando de forma clara ao paciente a maneira e os horários de administração dos medicamentos.

 

6.Encaminhamento ao prescritor

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Coloca-se de forma clara e formal e respeitosa ao prescritor a solicitação da revisão da farmacoterapia e o possível motivo do encaminhamento. Todas as sugestões  ao prescritor devem ser baseadas em evidências científicas sólidas. Entretanto, NUNCA o farmacêutico clínico domiciliar deve alterar a prescrição médica, por mais que entenda que possa estar equivocada. Portanto, é sempre de bom tom se possível um contato telefônico anterior com o prescritor para a confecção do documento.

Desta forma, algumas tomadas de decisão podem compor o encaminhamento aos profissionais competentes:

1) Ao cardiologista:

  • Solicita-se a revisão farmacoterapia dos anti-hipertensivos, devido aos valores de PA registrados durante o atendimento domiciliar.

2) Ao Psiquiatra:

  • Sugere-se revisão da farmacoterapia, pois a paciente relata pânico e muita tristeza.

 

7. Prescrição não farmacológica ao paciente

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  • Prática de exercícios, como caminhada, após liberação do cardiologista.
  • Encaminhar o paciente para a emergência.
  • Sugestão de procurar acompanhamento psicológico.
  • Orientar o uso racional dos medicamentos, como administração correta dos medicamentos, guarda e os horários de administração dos medicamentos.
  • Sugerir procurar o acompanhamento dietético de um nutricionista.
  • Sugerir o acompanhamento de um endocrinologista.
  • Orientar ao retorno dos outros prescritores que deixou de ir há anos para reavaliação.

 

8. Cronoterapia e farmacoterapia

farmacia-clinica

Vamos ver como ficou a a organização de medicamentos após as alterações realizadas pelos prescritores?

Ao definir os horários, é muito importante saber a rotina e hábitos alimentares do paciente. E após esmiuçar a rotina desde que acorda até se deitar, observe como ficou a distribuição dos medicamentos:

  • Metformina/Sitagliptina 500/50mg 1 comprimido durante o café da manhã às 7:00h
  • Amiodarona 200mg 1 comprimido às 8:00h da manhã e às 20:00h no jantar
  • Amitriptilina 25 mg 1 comprimido às 7:00h manhã
  • Olmersatana/ Hidroclorotiazida 40/12,5 mg 1 comp às 8:00h manhã
  • Besilato de Anlodipino 10 mg às 8:00h manhã
  • Captopril 25 mg 1 comp SOS em caso da pressão alta ser maior ou igual a 160/100mmHg, limitando a tomar 4 por dia. A pressão deve retornar para a valores próximos de 130/85 mmHg. Se não, procurar a emergência. Administrar o captopril de estômago vazio se possível.
  • Ácido acetil salicílico 100mg 1 comp no almoço
  • Bisaprolol 5 mg 1 comp às 14:00h no lanche
  • Sinvastatina 20 mg 1 comprimido na ceia às 22:00h
  • Clonazepam gotas tomar 8 gotas antes de dormir

 

Conclusão

E agora, entendeu porque uma organização de medicamentos não é tão simples? Por isso, querido idoso, ao encontrar dificuldades com a administração dos seus medicamentos, ou sinta efeitos adversos que  possam surgir devido a gama de medicamentos que administra, não exite em seu farmacêutico em casa.

Juliana Antunes – Farmacêutica Clínica Domiciliar

 

Contato (21) 998182433 – Atendimento somente na Cidade de Niterói – Rio de Janeiro – RJ

 

Fontes:

  • PENALVA, D.Q.F., Síndrome metabólica: Diagnóstico e Tratamento. Seção Aprendendo, Revista de Medicina da USP. São Paulo. nº 87, vol.4. Pág. 245-50. Out-Dez 2008.
  • http://www.acc.org/latest-in-cardiology/articles/2014/07/18/16/03/then-and-now-atp-iii-vs-iv
  • http://www.cff.org.br/pagina.php?id=755&menu=695&titulo=Documenta%C3%A7%C3%A3o+do+processo+de+cuidado
  • http://publicacoes.cardiol.br/2014/diretrizes/2016/05_HIPERTENSAO_ARTERIAL.pdf
  • http://www.ulbra.br/upload/177c5c763211ffc3d950bf30dc879c65.pdf

 

 

 

Breve reflexão sobre medicamentos descontinuados… 

É sempre um tormento para o farmacêutico comunitário saber se um medicamento foi descontinuado temporariamente ou de forma definitiva, ou mesmo se houve algum desvio de qualidade relacionado que levou ao desabastecimento das drogarias. Alguns profissionais recorrem aos grupos de whatsaap para obterem a informação, outros procuram no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).  Outros ainda ficam no tempo de espera  sem fim dos serviços de atendimento ao consumidor dos laboratórios pra obter a informação.

Existem os profissionais que aguardam a notificação da indústria farmacêutica entregue através dos representantes ou do setor farmacêutico, no caso de grandes redes varejistas. Digam se não é verdade?

Todavia, o site da ANVISA publicou uma matéria bastante interessante com o título: “Por que não encontro meu medicamento no mercado?”, a qual me fez pensar sobre esta questão e como poderia ajudar aos meus colegas de profissão a achar esta informação de uma maneira mais eficiente e a entender os porquês das faltas.

Vamos destrinchar a RDC 18/2014 para  entendermos o desabastecimento dos medicamentos?

Legislação sobre medicamentos descontinuados

Através da RDC 18/2014, a ANVISA normatizou a questão definitiva ou temporária com relação aos medicamentos descontinuados seja por fabricação ou importação. Alguns artigos, desta resolução, foram reproduzidos  a seguir:

“Art. 1º Esta Resolução estabelece as obrigações dos titulares de registro de medicamentos quanto à comunicação à ANVISA dos casos de descontinuação temporária e definitiva de fabricação ou importação de medicamentos e da reativação de fabricação ou importação de medicamentos.”

“Art. 3º No caso de descontinuação temporária ou definitiva da fabricação ou importação de medicamentos que possam causar desabastecimento de mercado, a comunicação à ANVISA deverá ocorrer com 12 (doze) meses de antecedência.”

“Art. 5º Nos casos de descontinuação não-programada da fabricação ou importação de medicamentos decorrente de fato imprevisto, que impactem sua qualidade, segurança ou eficácia, e que possam causar desabastecimento de mercado, a comunicação à Anvisa deverá ocorrer no prazo máximo de 72h da ciência do problema.”

Como pode-se observar acima, foram descritos três tipos diferentes de descontinuação. No entanto, existe sempre a preocupação do órgão regulador em evitar ao máximo o desabastecinemento do medicamento. Desta forma, as medidas sanitárias visam proteger a população, até que o farmacêutico possa transmitir o real motivo e a classe de profissionais prescritores possa substituir os itens desabastecidos por outros medicamentos.

E para garantir o abastecimento do mercado  enquanto já houve a comunicação à ANVISA pelas indústrias farmacêuticas, a resolução definiu de forma precisa a questão com as seguintes dissertações legais:

“Parágrafo único. As reduções na quantidade fabricada ou importada que possam causar desabastecimento de mercado também deverão ser comunicadas à ANVISA no prazo previsto no caput.”

“Art. 4º O detentor do registro do medicamento deverá garantir o fornecimento regular do seu produto durante os prazos previstos nos artigos 2º e 3º, findo o qual poderá implementar a descontinuação temporária ou definitiva de fabricação ou importação do medicamento.”

Agora, que ficou fácil o entendimento dos motivos para a descontinuação dos medicamentos, apresentarei um acesso fácil à lista dos medicamentos descontinuados seja por qual motivo for. Basta consultar a tabela descritiva do link a seguir:

Lista de Medicamentos Descontinuados da Anvisa

Espero ter ajudado. E até a próxima!!!!!

Juliana Antunes

Farmacêutica

Fonte:

Segundo reportagem do Fantástico da Rede globo de televisão exibida do dia 16 de Julho de 2017, desde que cortes frequentes de verba estão acontecendo ao longo dos anos, além de um grande agravamento em 2013, os cientistas estão ficando de pés e mãos atados. Estão, literalmente, utilizando a criatividade para trabalhar.

Tira-se “leite de pedra”, se assim pode se dizer, aqueles que apostam no Brasil ainda podendo voltar a investir mais em ciência e tecnologia.

Muitos  estão deixando o País para desenvolverem sua pesquisa científica no exterior, onde possuem estrutura e dinheiro para poderem executar seus experimentos. Alguns mesmo no exterior ainda alimentam a esperança de voltar ao País.

E agora? Qual será o futuro do País sem ciência? Se tudo que possuímos de evolução depende dela?

Ficaremos a mercê dos desmandos da política? Por isso entramos na luta pela ciência e tecnologia de nosso País e resolvemos ajudar a dar um basta!!! Aderimos a divulgação do abaixo-assinado a seguir:

http://www.conhecimentosemcortes.org.br/

Faça você a diferença, assinando esta petição em apenas uns minutos para que em Setembro em Brasília possa ser entregue uma petição à Câmara dos Deputados.

Precisamos no mínimo de 30 mil assinaturas!

 

 

Sucateamento da Pesquisa Científica no Brasil

Assista a reportagem na íntegra:

 

 

Fonte:

G1 Fantástico

https://globoplay.globo.com/v/6011604/

http://www.conhecimentosemcortes.org.br/

 

 

 

 

Boehringer Ingelheim do Brasil, fabricante do medicamento Buscopan, comunicou que o produto Buscopan Composto Solução Oral Gotas terá a fabricação temporariamente descontinuada.

 

Sobre o Buscopan Composto solução oral gotas

O Buscopan Composto Solução Oral Gotas é indicado para o tratamento dos sintomas de cólicas intestinais, estomacais, urinárias, das vias biliares, dos órgãos sexuais femininos e menstruais.

A Boehringer Ingelheim esclarece que há alternativas terapêuticas disponíveis e informa que este produto não é listado como um medicamento essencial pela ANVISA. Ressalta também que os demais medicamentos da ‘família’ Buscopan seguem disponíveis no mercado.

Boehringer Ingelheim

A Boehringer Ingelheim é uma das 20 principais companhias farmacêuticas do mundo e mantém seu compromisso com a qualidade dos produtos que entrega e com a saúde dos pacientes. A empresa se coloca disposição para demais esclarecimentos por meio de seu SAC: 0800 701-6633.

Fonte 

Boehringer Ingelheim do Brasil

Aos leitores que acompanham as postagens do Portal Farmacêuticas, hoje, serei um pouco menos técnica e mais direta ao assunto.

No dia 02/04/07, o  programa Fantástico, da emissora de televisão Rede Globo, levou  ao ar a reportagem com a Farmacêutica Dra. Gisélia Ferreira, concursada pelo Ministério da Saúde e muito provavelmente com os mais altos conhecimentos da farmácia oncológica e assuntos regulatórios. A experiente profissional trouxe à público, após seu desligamento da equipe que analisava a importação da Leuginase,

uma questão que não podemos deixar passar… 

Trazemos aqui a indignação da Comunidade Farmacêutica e de toda área científica quanto à qualidade deste medicamento Leuginase, fabricado na China. Como a referida Farmacêutica mencionou em sua entrevista, toda asparaginase no mundo, em seus Ministérios da Saúde possui origem biológica, no entanto a chinesa possui origem sintética. O que leva a comunidade científica oncológica ficar alerta quanto à qualidade e eficiência do produto.

Made-in-China

Será que a saúde de nossas crianças portadoras de leucemia linfóide aguda  não é mais importante que o dinheiro?

crianca-leucemia

São 4000 crianças que irão utilizar a asparaginase chinesa (sintética) sem eficácia comprovada se não nos mobilizarmos. Será que iremos deixar a mercantilização da saúde acontecer mais uma vez e crianças a serem utilizadas como cobaias? Não falo isso como farmacêutica, mas como cidadã brasileira.

O site farmacêuticas apoia a atitude da Dra Gisélia Ferreira e conclama a população à assinatura do abaixo-assinado a seguir:

O que é leucemia linfocítica aguda ( LLA)?

leucemia-asparaginase-chinesapdf

É um tipo de câncer que age em linhagem de glóbulo branco chamado linfoblasto. O linfoblasto é formado na medula óssea e dará origem ao linfócito, uma das células de defesa de nosso organismo. Quando este tipo de câncer emerge, ele altera o crescimento natural desta célula, atingindo o aminoácido  L-asparagina que é formado a partir do código genético. A L-asparagina é substrato para o crescimento tumoral da célula. Neste momento, outras células sanguíneas já formadas, também pela medula óssea, começam a ser atacadas pela reprodução atípica. E novas células surgem com sua síntese proteica modificada. É uma doença oncológica bastante agressiva, que exige quimioterapia e radioterapia muitas vezes e acomete crianças quase sempre.

   leucemia2

 

E como atua a asparaginase?

reaction-aspariginase

 A L-asparaginase, a qual hidrolisa a L-asparagina e impede a síntese proteica da célula tumoral, é utilizada no tratamento da leucemia linfocítica aguda. 

A L-asparaginase é um enzima que converte a L-asparagina em ácido L-aspártico e amônia. E uma vez não tendo mais a L-asparagina, substrato utilizado para a síntese proteica das células oncológicas, o crescimento do câncer é contido. Contudo, as células sadias também são atingidas. Logo, observamos os efeitos colaterais de muitas quimioterapias, como: queda de cabelo, sobrancelhas, vômitos, náuseas.

 

Vamos falar um pouco do que é o aminoácido L-asparagina?

carnes-ovos

Os alimentos ricos em asparagina são principalmente alimentos ricos em proteína, como o ovo ou a carne. É um aminoácido não-essencial  produzido em quantidades suficientes pelo organismo e por isso, não precisa ser ingerido através dos alimentos.

Uma das funções deste elemento  é manter as células do sistema nervoso saudáveis e contribuir para a formação e manutenção de ossos, pele, unha ou cabelo. Além disso, é importante figura na formação das mais diversas proteínas encontradas em nosso organismo. ( cerca de 3%)

L-asparagina

Depois, destas explicações todas, acho que você já se convenceu de que é

dever cívico, ético e moral assinar este abaixo assinado!!!!! 

Fico por aqui e até a próxima!!!!!

 

Fontes:

http://www.quimica.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1675&evento=5

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2017/04/farmaceutica-levanta-novas-duvidas-sobre-remedio-para-cancer-infantil.html

http://seer.fcfar.unesp.br/rcfba/index.php/rcfba/article/view/139

hthttp://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=101

https://medlineplus.gov/spanish/ency/article/000541.htm

 

Foi divulgado pelo Ministério da Saúde por meio da Nota Informativa n° 311 de 2016 o novo calendário de vacinação brasileiro para o ano de 2017.

A responsabilidade pela atualização do calendário e divulgação das alterações é do Programa Nacional de Imunizações (PNI), da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde.

O PNI, além de instituir o Calendário Nacional de Vacinação, adquire e distribui os imunobiológicos, definindo estratégias de vacinação para:

  • Crianças
  • Adolescentes
  • Adultos
  • Idosos
  • Povos indígenas

As vacinas são normalizadas em calendários de vacinação específicos para cada grupo.

Historicamente, diversos calendários de vacinação foram propostos em função de diferentes situações, tais como:

  1. Situação epidemiológica
  2. Mudanças nas indicações das vacinas
  3. Incorporação de novas vacinas.

Para o ano de 2017, foram divulgadas mudanças importantes no calendário de vacinação conforme descrito a seguir:

 

Calendário de Vacinação 2017

Vacina Quadrivalente Recombinante Contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) para Homens e Mulheres

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O que mudou para as mulheres?

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Esta vacina atua contra o vírus dos tipos 6, 11, 16 e 18, protegendo atualmente mulheres dos 9 aos 26 anos de idade  – que convivem com o HIV – contra câncer de colo útero, vagina e vulva. Esta inibe a manifestação de verrugas genitais, câncer anal ou lesões pré-cancerígenas vaginal, anal ou cervical. O esquema de imunização neste caso é de 3 doses. O início do ciclo que seria a dose 0, depois 2 e 6 meses de intervalo.

Para mulheres que não possuem AIDS, ocorreu a mudança de faixa etária para 14 anos. Ou seja, adolescentes com esta idade poderão ser vacinadas desde que ao tomarem a primeira dose, após 6 meses tenham completado 15 anos, onde irão receber a segunda dose da vacina.
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Os homens foram incluídos no calendário de imunização. Mas Porquê?

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O objetivo de introduzir a população masculina foi a de prevenir os cânceres de pênis e verrugas genitais. Além disso, os mesmos são transmissores dos vírus para as suas parceiras. Logo, colaborará para  a redução da incidência de cânceres de colo de útero e vulva na população feminina. Também ocorrerá a prevenção de cânceres de boca, orofaringe, e verrugas genitais em ambos os sexos.

Os homens serão imunizados na faixa etária de 12  e 13 anos, considerando o intervalo de 0 a 6 meses. No entanto, até 2020, esta faixa será ampliada até os 9 anos de idade.

Aqueles que convivem com a AIDS, a faixa etária  será de 9 a 26 anos. Estes receberão as doses como as mulheres, na dose 0, 2 e 6 meses após o início da imunização.

Veja a tabela abaixo como que ficou as imunizações para o HPV das populações feminina e masculina:

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De acordo com Programa Nacional de Imunizações (PNI) da Secretaria em saúde, do Ministério da Saúde, as alterações foram necessárias, pois nos países desenvolvidos a incidência de câncer de colo de útero tem diminuído consideravelmente com medidas preventivas. Porém,  as estatísticas por morte na população masculina causadas por câncer de boca, orofaringe e anal aumentam no mundo. Cânceres de boca e orofaringe são os mais comuns com 400.000 casos e 230.00 óbitos. E estes não faziam parte da campanha de prevenção. A previsão nos Estados Unidos é que o câncer de orofaringe supere o cervical até 2020.

Os imunodeprimidos são os que mais sofrem sem a prevenção. Há registros de que 3% a 10% dos casos, o vírus HPV pode persistir no organismo levando a sérios problemas de saúde, principalmente o subtipo 16.

Vacinação Meningocócica C Conjugada

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O que temos de alteração?

A incorporação de ambos os sexos da faixa etária de 12 a 13 anos. Na primeira vacinação de 2017, serão dados o reforço ou dose única conforme situação vacinal. Até 2020, a faixa será ampliada até 9 anos de idade.

Acompanhe a tabela abaixo e veja como ficaram as alterações:

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Porque desta alteração?

O PNI concluiu que a imunização de lactentes (3 doses de vacina) e crianças mais novas em idade pré-escolar (1 dose de vacina) não promove memória imunológica suficiente para combater a infecção meningocócica invasiva pela nasofaringe na adolescência. Esta conclusão se deu por estudos feitos entre 2004 e 2016 como podem consultar na bibliografia  da Nota Informativa 311/2016 do CGPNI/DEVIT/SVS/MS, disponível para download.

Espera-se com a inclusão do coorte de adolescentes, a incidência de meningite em populações já vacinadas entre em declínio, e promova a imunização da população adulta imunizada previamente ou não, diminuindo as taxas endêmicas da doença.

Agora o pulo do gato… já parou para pensar que a imunização da meningite e HPV terão o mesmo calendário e com as mesmas faixas etárias para os adolescentes?

De acordo com estudos publicado pelo Journal American Pediatrics Academy dos Estados Unidos, oferecer ao público alvo estas duas vacinas ao mesmo tempo, aumenta a adesão ao Calendário e eficácia de objetivos epidemiológicos.

Fonte

  • Nota Informativa 311/2016 do CGPNI/DEVIT/SVS/MS
  • Faça o download da Nota Informativa: Clique aqui

 

Nos últimos tempos o farmacêutico adquiriu o direito de atuar em novas áreas, como é o caso da farmácia clínica, e com isso a possibilidade de ser incluído como membro de uma equipe multidisciplinar na área da saúde, inclusive, podendo até mesmo ser referenciado por um médico. Dentre as novas possibilidades, destacam-se:

  • Estética
  • Acupuntura
  • Farmácia clínica
  • Assistência domiciliar em equipes multidisciplinares
  • Entre outras (relacionadas no site do CFF)

Com relação à atividade clínica temos alguns exemplos de atuação:

  • Acompanhamento de doenças crônicas
  • Acompanhamento do paciente idoso
  • Acompanhamento de pacientes que desejam emagrecer, em terapia
  • Acompanhamento de pacientes com diabetes

Desta maneira, surgiram novas tendências no leque multiprofissional e alguns possíveis rumos diferentes das práticas habituais designadas aos profissionais farmacêuticos.

 

Farmácia clínica como um aliado do tratamento médico

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Através da Resolução nº  585/2013 – atribuições clínicas do farmacêutico, começou um debate sobre a questão ligada a área de atuação desse profissional.

Podem ser agregados tratamentos medicamentosos ou não à todos os serviços clínicos farmacêuticos, os quais conquistou-se o direito.  A grande questão é:  neste momento temos a oportunidade de participar efetivamente como um profissional da saúde nos aliando aos demais profissionais que sempre tiveram contato de forma direta e atuante com o paciente.

É importante entender o papel do farmacêutico e sua real função dentro do sistema da saúde, pois a nossa missão não é a de disputar espaço com o médico, e muito menos interferir  no tratamento do paciente. A ideia é contribuir para a adesão ao tratamento e  promover a saúde.

Sendo assim, é hora de deixar o o Ego de lado, algo que tem afetado muito à alguns colegas farmacêuticos, e preocupar-se com o que de fato importa: o cuidado com o paciente

Outra questão a ser ressaltada é:  o farmacêutico não deveria de forma solitária trancado em um consultório, isso porque considero o farmacêutico mais um elo da cadeia da cadeia de saúde. Portanto,  deve atuar de forma integrada com os demais profissionais (médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, biomédicos, nutricionistas, etc) com o intuito único de promover a saúde e garantir um tratamento eficaz para o paciente.

Seria importante que o farmacêutico entendesse que não deveria brigar por espaço com o médico, principalmente, e sim entender que possui a oportunidade  de fazer a diferença integrando uma equipe multidisciplinar de saúde (algo inédito até então para nós farmacêuticos) e realmente fazer a diferença na saúde brasileira.

Não estamos aqui para dividir, e sim para somar.

 

Dificuldades do Consultório Farmacêutico

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O profissional que assumir um consultório clínico terá muitas dificuldades no início de seu projeto, entre elas:

  1. Como conseguir pacientes?
  2. Como fazer com que os pacientes entendam a necessidade da consulta farmacêutica?
  3. Quanto cobrar por esta consulta?
  4. Como ser indicado por um plano de saúde?
  5. Como regularizar a profissão, visto que não existe CNAE  (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), para obtenção da licença frente à Vigilância, e para que o farmacêutico possa emitir uma nota fiscal de seus serviços?
  6. Como ser referenciado por um médico?
  7. Como o farmacêutico pode fazer parte de uma equipe multidisciplinar de saúde?

Apesar da ideia do farmacêutico ter seu próprio consultório ser linda, as dificuldades encontradas para que o projeto dê certo são grandes. É importante não exista ilusão.

No entanto, trarei algumas diretrizes, e até mesmo  um caso de sucesso para que o farmacêutico tenha êxito na condução de seu projeto na farmácia clínica:

 

Uma grande ideia: Inserção do farmacêutico na equipe multidisciplinar de saúde

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Diante de tantas possibilidades, seja através de consultórios varejistas, consultórios independentes, ou dentro de clínicas de saúde multidisciplinares,  é importante que o farmacêutico entenda o seu papel, e também compreenda a necessidade de participar, e de integrar uma equipe multidisciplinar, na qual necessitarão da estreita relação profissional com toda a equipe presente, inclusive

o médico

.

Porque dei um destaque ao médico?

Penso que para que os profissionais farmacêuticos sejam inseridos em qualquer equipe multidisciplinar, estes devem ter humildade, e saber trabalhar em equipe.  E não disputar por conhecimento e espaço, pois cada um tem seu grau de importância dentro da saúde. E a consulta farmacêutica é uma área a ser explorada e que  precisa ser orquestrada  em harmonia com os outros profissionais, inclusive os médicos.

E agora você deve estar se perguntando, mas como participar de uma equipe multidisciplinar?

E qual o meu papel?

É possível?

A resposta é sim. E existem casos de sucesso, mas exemplifico um como mostrarei em seguida…

 

Caso de sucesso de farmacêuticas em clínicas multidisciplinares

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Um caso real e de sucesso foram das Dra. Deborah Marques CRFRJ 4804 e Dra. Liziene Arruda CRFRJ 11116 que atuam com consulta farmacêutica na saúde do idoso em Clínica especializada no  Rio de Janeiro.

Nesta matéria irei exibir a experiência destas farmacêuticas pioneiras  que através deste tipo de serviço especializado, atuam numa perspectiva interprofissional e integral de saúde do idoso.

Passo-a-passo do sucesso na clínica farmacêutica

1. Inserção do farmacêutico

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A inserção do farmacêutico é o início de um desafio maior, o reconhecimento por mais profissionais prescritores.  E é o que as farmacêuticas já começaram a realizar. A consulta farmacêutica ofertada pelas profissionais abrange 3  serviços.

Para prospectar seu trabalho, as farmacêuticas agendam um encontro com médicos de outras especialidades para apresentar os serviços ofertados, conforme o folder abaixo:


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2. O despertar do interesse médico e encaminhamento do paciente

O médico, diante desta nova possibilidade de atuação na área da saúde, entende a necessidade e a importância do farmacêutico na adesão do tratamento pelo paciente.

Assim, o médico especialista ao detectar algum problema relacionado com o medicamento com seu paciente pode recorrer ao auxílio dos serviços ofertados, bem como encaminhar seu paciente para os cuidados farmacêuticos.

3. Farmácia clínica: Anamnese

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Após o encaminhamento do médico, inicia-se a etapa do tratamento sob os cuidados do farmacêutico.

Alguns exemplos de serviços clínicos iniciais estão exemplificados abaixo:

  1. Acompanhamento dos resultados terapêuticos
  2. Organização de medicamentos
  3. Orientação ao paciente quanto ao uso de dispositivos inalatórios e aparelhos de medições.

Na primeira consulta, todos os serviços enfatizam na coleta de informações relacionado a rotina do paciente, uso e acesso ao medicamento, pois o prontuário do paciente é multiprofissional. Assim, por meio de um software especializado, os dados do paciente são inseridos e o farmacêutico tem acesso a todas as informações coletadas nas consultas de todos os outros profissionais da equipe.

Abaixo tem-se um exemplo de flyer para divulgação dos serviços farmacêuticos distribuído aos pacientes:

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4. Clínica Farmacêutica: Consulta

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As consultas farmacêuticas, preferencialmente, devem ser registradas por meio de software especializado. O registro dos dados deve ser completo de tal forma que possibilite:

  • Agendar as consultas
  • Registrar o atendimento farmacêutico no prontuário multiprofissional – coleta de informações do paciente, desde a rotina de uso do medicamento, dificuldades relacionadas à administração e uso, entre outras informações;
  • Arquivar exames laboratoriais e de imagem;
  • Permitir que os outros profissionais acompanhem todas as informações o que foram coletadas na consulta pelo farmacêutico.

A duração da consulta farmacêutica pode variar de 30 minutos a 1 hora. E o número de consultas irá depender do quadro clínico de saúde do paciente.

 

5. Farmácia clínica: Inserção do farmacêutico na gerontologia

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Na gerontologia há preocupação em compreender melhor o processo de envelhecimento, em torno da atenção integral e a demanda de saúde do idoso, em seu contexto global. Torna-se imprescindível a presença de diversas áreas profissionais que, em equipe, se completam e tomam decisões em conjunto. Nesta perspectiva as farmacêuticas Deborah e Liziene buscam a excelência no cuidado ao idoso e integração de conhecimento interprofissional, a fim de assegurar às necessidades de saúde cada indivíduo.

Sobre as farmacêuticas

Por quase 8 anos, as profissionais entrevistadas buscaram um espaço que pudessem desenvolver a proposta de serviços farmacêuticos numa perspectiva interdisciplinar. A equipe médica reconhecem a importância da inserção do farmacêutico na equipe multiprofissional devido aos inúmeros problemas relacionados com os medicamentos detectados nas consultas multiprofissionais. Parte dos profissionais de saúde relata a necessidade do conhecimento técnico e clínico do farmacêutico para alcançar melhores resultados na proteção e cuidado do idoso. É sabido que o idoso demanda por inúmeras situações de saúde. Por conta disso, o campo da gerontologia reconhece que uma única área profissional não dará conta de toda a demanda de saúde do idoso.

Portanto, o conteúdo desta matéria, independente de todas as dificuldades a serem traçadas pelo profissional farmacêutico na busca por espaço e sucesso dentro da farmácia clínica, é possível e real se trabalhar de forma multidisciplinar.

 

Conclusão

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Como mostramos no decorrer da matéria, não é hora de disputar espaço ou mesmo brigar por questões ligadas somente ao ego.

Temos uma excelente oportunidade de participar de uma equipe multidisciplinar e contribuir diretamente com a saúde do paciente.

Não podemos exigir a valorização e respeito, e sim mostrarmos que somos dignos de tal reconhecimento, pois fazemos por merecer.

Diante do “case” de sucesso exposto, fica a dica para que os colegas farmacêuticos, busquem se aliar aos demais profissionais da saúde para somar conhecimento e realmente fazer a diferença na saúde brasileira.

 

Abaixo seguem algumas referências de legislação para os profissionais que desejem desbravar a área de farmácia clínica, devem se aprofundar e nortear os seus caminhos:

Referências

Resolução 585/2013 – atribuições clínicas do farmacêutico
Lei 13021/14 –  Dispõe o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas.
Fonte:

·        Farmácia clínica:  Site CFF: Áreas disponíveis de atuação: http://www.cff.org.br/pagina.php?id=87&titulo=%C3%81reas+de+atua%C3%A7%C3%A3o

Artigo inédito criado exclusivamente para o Portal Farmacêuticas. Permitida a divulgação desde que citado as fontes e créditos do autor e do site.

 

Este artigo tem por objetivo esclarecer à classe da saúde e também ao público leigo. Vou ser bastante didática para que ambos os públicos entendam e não tenham dúvidas, quando prescreverem ou comprarem.

Fica mais fácil contar a ordem dos acontecimentos. Pronto para embarcar nesta viagem? 

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Antes de 10 de Fevereiro de 1999, no Brasil no mercado varejista só existiam medicamentos de marca (ou seja, detentores de um nome comercial), o que onerava o poder de compra desta categoria por toda a população brasileira.

Os consumidores ficavam restritos aos medicamentos de referência e similares. (Agora vamos dar uma pequena pausa na história para explicar o que seria um e outro).

  • Medicamento de Referência:

Um produto inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária (ANVISA – Brasil) e comercializado no País, cuja a eficácia e segurança, foram comprovados cientificamente no momento de seu registro. Quando lançado no mercados mantém protegido pela lei das patentes e nenhum outro laboratório pode “copiar” a sua fórmula para lançar um similar.

 

  • Medicamento Similar:

Possui o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência, podendo diferir em características relativas ao tamanho, rotulagem, excipientes ou veículos, devendo ser identificado por um nome comercial ou marca.

 

Voltando a nossa conversa…

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Na época, o Governo representado pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, sancionou a lei 9787/99, a qual foi elaborada pelo Ministério da Saúde,  representado pelo José Serra. Esta legislação trouxe a introdução de uma nova categoria no setor de varejo de medicamentos, a qual foi denominada Genéricos.

Outra pausa para a definição de medicamentos genéricos, o que muitas pessoas confundem com os similares.

  • Medicamento Genérico:

Medicamento similar a um produto inovador, ou seja, de Referência, que se pretende com este ser intercambiável. E o que significa isso? Este medicamento realiza testes de bioequivalência e biodisponibilidade que comprovam a sua distribuição no organismo no mesmo tempo que o medicamento de referência, comprovando eficácia, segurança e qualidade. Geralmente é produzido após a expiração ou renúncia da proteção patentária ou outros direitos de exclusividade. Possui em sua embalagem o “G ” de genérico e uma tarja amarela. Seu nome comercial é designado pela DCB ( Denominação Comum Brasileira) ou DCI ( Denominação Comum Internacional) que dá a padronização da nomenclatura dos princípios ativos. Possui o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência, podendo diferir em características relativas ao tamanho, rotulagem, excipientes ou veículos.


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Portanto, em Fevereiro de 1999 temos um marco, que trouxe muitos benefícios para os usuários de medicação, pois a concorrência de preço se acirrou. A lei 9787, determinou que este medicamento sempre fosse financeiramente mais barato que o medicamento de referência. Quem ganhou? –  A população. E o que poderia ser trocado pelo o que? Veja abaixo:

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No entanto, em 2003 a Anvisa publicou a RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) 134/2003 que estabeleceu critérios de adequação dos medicamentos similares já registrados e comercializados no Brasil. Era o início do surgimento dos medicamentos similares intercambiáveis. A referida RDC obrigou as indústrias farmacêuticas detentoras de registro de medicamentos similares a apresentarem estudos comparativos com o medicamento de Referência: equivalência farmacêutica, perfil de dissolução, bioequivalência e biodisponibilidade relativa, se aplicável ao fármaco ou a forma farmacêutica. Esta necessidade surgiu para adequação do mercado farmacêutico brasileiro quanto a critérios de garantia de qualidade, eficácia e a segurança de medicamentos dos produtos já existentes no mercado, quanto daqueles que viessem a ser registrados. Assim os similares comprovariam a equivalência terapêutica com o medicamento de Referência.

 

Vamos abrir um parêntesis?

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Neste momento, o que temos circulando no mercado Brasileiro de forma regulamentada? O medicamento de Referência, Genéricos e Similares, que ainda não podiam ser chamados de intercambiáveis, mas já havia uma resolução para os mesmos se adequassem.

Em 2014,  a Anvisa publicou a RDC 58/14, que normatizou o que já vinha sendo solicitado desde 2003. Ou seja, requisitos necessários para o similar possa substituir o medicamento de referência. De acordo com a nova regra os fabricantes que comprovaram a equivalência terapêutica devem realizar a alteração em bula, mencionando ser intercambiável. O prazo para a adequação dos fabricantes já detentores de registro deste tipo de categoria e a partir de Janeiro de 2015 com  o prazo de 1 ano para adequação das bulas.

E atualmente, temos no comércio varejista os seguintes medicamentos: Referência, Similares intercambiáveis e ainda não intercambiáveis e medicamentos genéricos. E veja como ficou a troca destes medicamentos depois disso tudo.

E para os profissionais de saúde que desejam saber sobre a listagem atualizada dos medicamentos de referência, genéricos e similares intercambiáveis basta acessar o site da Anvisa.

Espero que agora o consumidor possa realmente entender o que está comprando, e o prescritor entenda o que pode e o que não pode  pela legislação  ser substituído em uma Farmácia ou Drogaria.

E vale ressaltar, mediante a Resolução 349/2000 CFF ( Conselho Federal de Farmácia) habilitou  o farmacêutico e o atendente treinado por ele a realizar a troca do medicamento prescrito no receituário, sem prévio conhecimento do autor nos casos mencionados acima, salvo as receitas que estiverem expressas claramente

” NÃO AUTORIZO A TROCA”. 

Fico por aqui e até a próxima!!!!

Fonte:

  • Anvisa
  • Conselho Federal de Farmácia
  • Lei 9787/99
  • RDC 58/14

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Os paciente que utilizam o  programa Farmácia Popular do Brasil, da União, ou seja, pacientes que compram medicamentos em unidades próprias do governo federal ou em redes privadas credenciadas, poderão usar as prescrições (receitas), laudos ou atestados médicos por um prazo maior.

A partir do dia 12 deste mês, o prazo de validade dos receituários utilizados para a obtenção de remédios gratuitos ou para a compra com descontos de até 90%,  terão o prazo de validade estendido de 120 para 180 dias.

Outra mudança é que a partir da nova portaria as receitas devem incluir, obrigatoriamente,  o endereço da residência do paciente.

De acordo com a portaria publicada em 29 de Janeiro pelo Ministério da Saúde, a exigência do endereço no receituário ou no atestado está prevista na Lei 5.991/1973, que dispõe sobre o Controle Sanitário do Comércio de Drogas, Medicamentos, Insumos Farmacêuticos e Correlatos. A publicação também prevê que, além dos médicos, os farmacêuticos possam preencher as informações do endereço completo do beneficiário.

Com relação ao prazo de validade de receitas, laudos e atestados, a pasta esclareceu que, no caso de contraceptivos (anticoncepcionais), a validade do receituário continuará sendo de 365 dias.

Segundo informações  do governo, não haverá mudanças nas redes de farmácias próprias e credenciadas. Apesar da ameaça de que o repasse de recursos seria suspenso, o Orçamento deste ano garantiu verbas para o programa.

 

Veja as principais mudanças do Programa Farmácia Popular 

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Sobre o Programa Farmácia Popular 
farmacia-popular-farmaceuticas

Segundo o Ministério da Saúde, há 35.147 estabelecimentos participantes do Programa Farmácia Popular, sendo 523 da rede própria e 34.624 de rede credenciada distribuídos em 4.446 municípios.

O governo federal manteve os 14 medicamentos gratuitos para tratamento de hipertensão, diabetes e asma, e os outros dez na modalidade de co-pagamento para rinite, dislipidemia, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de contraceptivos e fraldas geriátricas para incontinência.

Referências

  • CRF-RJ
  • Portaria 111 de 29 de Janeiro de 2016
  • Lei 971 de 15 de Maio de 2012

Si ce n'est pas possible, on sait désormais chercher les spermatozoïdes là où ils sont produits: Pour ne pas que le sujet soit sujet http://www.cheminsdememoire-nordpasdecalais.fr/maintenance/conf/acheter-levitra-en-france.html à des disputes, pour ne pas que l’un comme l’autre vous vous sentiez responsables, il est important d’en parler ensemble. J'ai https://prixno1.com/generic-viagra-professional/ besoin de ressentir de l'affection, du moins de la confiance et une certaine complicité pour faire l'amour, révèle Antoine sans gêne http://www.mrt.uni-jena.de/MedicalPhysicsGroup/Layout/html/acheter-cialis-en-ligne-quebec.html aucune. Ce ne sont en effet pas les publicités et les méthodes soi-disant miraculeuses qui sont mises en avant qui manquent. J'ai eu, https://occwatch.anses.fr/layouts/lib/cialis-pas-cher.html en la revoyant, la confirmation que ce n'était pas l'alcool qui l'avait désinhibée: Les hommes ont la sensation d’avoir un petit pénis.

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